União Brasil avalia federação partidária com outras legendas e pode ter número recorde de parlamentares

Luciano Bivar (União Brasil) se reuniu com Bruno Araújo (PSDB) e Baleia Rossi (MDB) para discutir união dos partidos

O primeiro dia oficial de trabalho do União Brasil foi marcado por negociações para ampliar ainda mais a representatividade do partido, que já nasceu com a maior bancada do Congresso Nacional, 81 deputados e sete senadores. O presidente da sigla, Luciano Bivar, se reuniu com os presidentes do MDB, Baleia Rossi, e do PSDB, Bruno Araújo, para avaliar a criação de uma federação partidária. Se a aliança for efetivada, as legendas preveem um número recorde de parlamentares, podendo chegar a 140 deputados na Câmara a partir de 2023. O partido Cidadania não esteve presente no encontro, mas tem demonstrado interesse em participar da federação e deve fazer parte de próximas reuniões. A previsão é que as negociações sigam até março, ainda durante a janela partidária, que termina em 1º de abril e permite mudança de sigla sem perda de mandato.

Os presidentes dos três partidos admitiram ser possível abrir mão de pré-candidaturas à presidência da República, como as já consolidadas de Simone Tebet (MDB-MS) e João Doria (PSDB-SP), para apoiarem um mesmo candidato. Bruno Araújo, do PSDB, disse que os partidos têm mais convergências do que divergências políticas e que podem unir forças para construir uma terceira via. “Possa se construir um ambiente de forças políticas no próximo Congresso Nacional, Assembleia Legislativa e Câmaras municipais que entregam ao país a possibilidade de um poder de centro, de um poder moderador a essa fase de Brasil radicalizado dos últimos anos”, disse Araújo.

Para o deputado Efraim Filho (União Brasil-PB), a expectativa é de muita movimentação com a estreia do partido. “Nessa semana, devem ser nomeados todos os presidente estaduais, que é também um processo, com muitos desafios. O líder do partido será o deputado Elmar Nascimento, da Bahia, o Victor Hugo, o líder do PSL, e Efraim, líder do Democratas, encerrarão, agora no início do ano, como aconteceria normalmente o período da liderança e passaremos a ter um líder apenas, mostrando que essa fusão, de forma orgânica, conversando com os deputados, fazendo tanto reuniões políticas, quanto reuniões de confraternização, para que vá gerando vínculos de um partido que tenha a possibilidade de ser protagonista, tanto da cena nacional quanto da cena local em diversos Estados”, comentou. Nesta quarta-feira, 16, o União Brasil se reúne para definir as indicações de presidência de comissões, entre elas um nome para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

*Com informações da repórter Katiuscia Sotomayor

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