Turistas se aglomeram sem máscaras na praia da Pipa durante feriadão

Multidão se aglomera na Praia da Pipa, em Tibau do Sul — Foto: Redes sociais
Multidão se aglomera na Praia da Pipa, em Tibau do Sul — Foto: Redes sociais

G1RN – Uma multidão tomou as ruas da Praia da Pipa, em Tibau do Sul, litoral Sul potiguar, e gerou um aglomeração na noite de domingo (6), durante o feriadão da Independência, comemorado nesta segunda (7). As ruas foram tomadas por pessoas, a maioria sem máscaras, que frequentavam os bares e restaurantes das principais vias do distrito turístico.

O caso foi confirmado pela Polícia Militar. Em algumas imagens que circulam nas redes sociais, é possível ver viaturas da corporação passando pelo local. Questionado sobre o assunto, o comandante-geral da PM, coronel Alarico Azevedo disse à Inter TV Cabugi que os policiais agiram no sentido de combate a furtos, roubos e na orientação à população. Para ele, a fiscalização caberia ao município.

“Nós já sabíamos dessa quantidade de pessoas que viria, porque sabíamos que os leitos dos hotéis estavam lotados. Estávamos lá desde a manhã entregando máscaras, buscando conscientizar a população, porque a gente gente sabia que à noite teria aquela aglomeração, devido às ruas serem estreitas, os bares serem um do lado do outro, e o decreto da prefeitura. A fiscalização cabe ao município e a PM está para auxiliar”, afirmou.

Um decreto municipal que foi publicado na quinta-feira (3) definia que bares e restaurantes, bem como o comércio em geral poderiam funcionar até meia-noite, durante o feriadão. O texto proibia consumo de bebidas alcoólicas nos espaços e vias públicas, praças e demais equipamentos urbanos públicos, “bem como a utilização equipamentos sonoros ou execução de instrumentos musicais, de qualquer espécie, em qualquer horário, nesses locais, sob pena de multa a apreensão de material, a fim de evitar aglomerações e o descumprimento do uso obrigatório de máscaras”.

Também foram estabelecidos os valores das multas para aqueles que descumprissem o decreto: R$ 300 para pessoas físicas e de até R$ 3.000 para as pessoas jurídicas. Segundo o decreto, as infrações poderiam ser constatadas “através de registro fotográfico, com aplicativo que registra data, hora e coordenadas, pelas autoridades competentes, com o apoio dos servidores públicos municipais”.

G1 tentou entrar em contato com a assessoria de imprensa do município, mas não teve ligações atendidas até a publicação desta matéria.

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