Sobrevivente da boate Kiss que seria testemunha morre aos 33 anos

Arquiteta, Fernanda Buriol foi uma das sobreviventes da tragédia da boate Kiss / Reprodução/Facebook

Uma das mais de 630 sobreviventes da tragédia da boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande de Sul, a arquiteta Fernanda Buriol Londero morreu na última semana, aos 33 anos de idade. Ela seria uma das testemunhas no júri sobre o caso previsto para 1º de dezembro. “Recebemos com profunda tristeza a morte da Fernanda, que era sobrevivente da tragédia. Nossas orações e solidariedade aos familiares, principalmente aos pais Ana e Antônio Londero”, diz uma publicação da Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria da segunda-feira, 25. Agora, o Ministério Público (MP) deve chamar outro sobrevivente para depor no julgamento.

No dia 27 de janeiro de 2013, 242 pessoas morreram em um incêndio que atingiu a boate Kiss. A tragédia completará nove anos em janeiro de 2022. Os sócios da boate, Elissandro Callegaro Spohr e Mauro Londero Hoffmann, o vocalista e o produtor da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Bonilha Leão, serão julgados. Os quatro respondem por homicídio simples (consumado 242 vezes, em razão do número de óbitos) e por 636 tentativas de homicídios (número total de feridos).

A tragédia da boate Kiss ocorreu depois que um integrante da banda Gurizada Fandangueira acendeu um sinalizador no interior do local. A faísca do artefato incendiou a espuma que fazia o isolamento acústico da casa de show. A queima liberou um gás tóxico e letal, o cianeto, o que resultou na morte por sufocamento da maioria das vítimas. A Kiss não possuía saídas de emergências adequadas e os extintores de incêndio estavam vencidos.

Jovem Pan

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