Prefeitos contrariam Fátima Bezerra, querem reabrir o comércio

Governadora do RN participa de reunião com prefeitos sobre novo decreto  — Foto: Divulgação
Governadora do RN participa de reunião com prefeitos sobre novo decreto — Foto: Divulgação

Em reunião virtual no final da manhã de terça (30), os gestores municipais pediram a flexibilização das normas para reabertura do comércio, contrariando os interesses do governo Fátima Bezerra.

Os municípios sugeriram o início da abertura da economia com proposta de regionalização das medidas, argumentando que as situações dos pequenos comércios nos municípios, principalmente os menores, são singulares.

Aos prefeitos, a governadora afirmou que estava “sensível” às observações feitas do ponto de vista da possibilidade da flexibilização das medidas adotadas, mas ressaltou que qualquer decisão precisa estar condicionada ao quadro da saúde. “Vamos continuar em constante diálogo para que possamos ter o máximo de unidade neste novo decreto”, afirmou.

No ano passado, por causa das eleições municipais o prefeito Álvaro Dias atacava constatimente a governadora Fátima Bezerra. Talvez por precisar de votos, e a governadora tinha também seu candidato. Hoje, ele fica mais passivo, deixando que a governadora e o judiciário, de forma inconsequente, façam como quiser. Fátima por sua vez, faz política junto aos prefeitos, pois quer disputar a reeleição em 2022.

Todavia o prefeito de Natal, Álvaro Dias, declarou que a estrutura de atendimento à saúde no município e as mais de 100 mil pessoas vacinadas na capital dão a certeza de que já se pode flexibilizar na abertura do comércio mantendo fiscalização e distanciamento social.

O presidente da Associação dos Municípios do Seridó Oriental (AMSO), Fernando Bezerra, prefeito de Acari, também disse que a situação dos municípios é difícil, principalmente, para os pequenos empreendedores.

O prefeito de Mossoró, Alysson Bezerra afirmou que é hora de voltar a abrir o comércio com foco na fiscalização. Segundo ele, os comerciantes se comprometeram a conter as aglomerações.

O presidente da Fermurn, Anteomar Pereira da Silva (“Babá”), prefeito de São Tomé, disse que a pressão para o retorno das atividades não essenciais é muito grande nos municípios e frisou que não é o pequeno comércio o causador das aglomerações. “Quase 100% dos prefeitos desejam que sejam abertas as atividades que estão fechadas”, disse. De acordo com ele, a maioria aposta na reabertura com fiscalização.

O governo de Fátima sabe que não é o trabalho e o comércio que aumentam os contágios. Mas são as festas de finais de semana que não são fiscalizadas em nenhum município.

Parte extraído do G1RN

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