O MPF diz que Lula permanece réu, caso que já tramitava em Brasília não pode ser estendido à suspeição de Moro

Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva — Foto: Reprodução/TV Globo
Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva — Foto: Reprodução/TV Globo

A Procuradoria da República no Distrito Federal pediu nesta quarta-feira (21) à Justiça Federal de Brasília que não estenda a uma ação relacionada ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva os efeitos da decisão que declarou a suspeição do juiz Sergio Moro.

O ex-presidente é réu em uma ação na Justiça de Brasília que apura se houve favorecimento à construtora Odebrecht para obras em Angola. Quando Lula se tornou réu, a defesa do petista negou irregularidades, afirmando que ele “jamais solicitou ou recebeu qualquer vantagem indevida antes, durante ou após exercer o cargo de presidente da República”.

Em junho, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a decisão da Segunda Turma da Corte que declarou Moro parcial ao condenar Lula no caso do triplex em Guarujá (SP).

A defesa de Lula quer o encerramento da ação sobre Angola sob o argumento de que o caso tem relação com o processo do triplex, uma vez que utiliza documentos declarados nulos pelo STF (leia nota mais abaixo).

Para o procurador da República Carlos Henrique Martins Lima, no entanto, não há conexão entre as investigações. Ele argumenta que as provas têm origens diferentes e que o caso de Angola é analisado por outro magistrado.

Lima acrescentou que, na atual fase do processo, não é possível afirmar se Lula e os outros réus são culpados e que, portanto, não há motivo para o processo ser arquivado.

G1