MPT-RN reverte 2,1 milhões para realização de testes para Covid-19

Portal da UFRN
Valores serão utilizados para aquisição de equipamentos que irão dobrar a capacidade de realização de testes no Instituto de Medicina Tropical (IMT) da UFRN / Foto da Internet

O Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Norte destinou R$ 2,1 milhões para a aquisição de equipamentos e insumos necessários para o processamento de testes para a detecção da Covid-19 pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Os valores são originários de acordo judicial firmado entre a Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Cosern) e o MPT-RN, no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) do Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região, que reverteu um total de R$ 13 milhões para ações de prevenção e de combate ao novo coronavírus no Estado.

De acordo com a diretora do Instituto de Medicina Tropical (IMT) da UFRN, Selma Jerônimo, a aquisição das máquinas irá dobrar a capacidade de realização de testes da Covid-19. Quatro freezers, três centrífugas, duas cabines de biossegurança, um termocirculador e um extrator de ácido nucleico são os novos equipamentos que estão sendo utilizados pelo IMT para realizar testagem do novo coronavírus. Para a diretora do IMT, as máquinas vão aumentar a capacidade e a qualidade dos processos de testagem, além de conferir mais segurança à equipe.

Um dos equipamentos adquiridos é um robô de extração automática de ácido nucleico (moléculas que possuem informação genética do vírus), que antes só existia no Laboratório Central do Estado (Lacen). Para ilustrar como a máquina vai agilizar a realização dos testes, a diretora do IMT explicou que hoje quatro pessoas da equipe conseguem fazer a extração manual de 160 amostras por dia e, com o robô, essas pessoas farão 300 amostras por dia, praticamente dobrando a capacidade.

O Instituto de Medicina Tropical (IMT) realiza o exame da Covid-19 com o diagnóstico molecular, que é o método chamado de PCR. Atualmente, o IMT recebe do Lacen e de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) as coletas em swab (haste para transporte de amostras) do material colhido nos pacientes. Em seguida, realiza a extração do ácido nucleico (informação genética) e a amplificação do material, que é a fase de detecção da presença do vírus. Por fim, o Instituto devolve os resultados ao Laboratório Estadual para que ocorra a análise epidemiológica da doença.

Até o momento, o MPT no Rio Grande do Norte reverteu R$ 14.738.562,43 para o combate à pandemia no Estado. Além de equipamentos como os adquiridos pela UFRN, os valores foram destinados à aquisição de equipamentos de proteção individual para os profissionais da saúde, insumos, respiradores e serviços.

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