Longe do filho há dois meses, enfermeira relata tensão no combate ao coronavírus: ‘somos a família do paciente’

Enfermeira Gabriela Cruz relata atuação durante combate ao coronavírus em Natal — Foto: Cedida

Os expedientes de seis horas se transformaram em plantões de 14 a 16 horas diárias. Não há fim de semana, não há feriado. A enfermeira Gabriela Cruz, 35 anos, não vê o filho de 6 anos há dois meses, desde que começou a atuar diretamente no combate ao novo coronavírus no Hospital Giselda Trigueiro, referência para doenças infectocontagiosas, e primeira unidade a receber pacientes suspeitos para a Covid-19 no Rio Grande do Norte. A criança está no interior do estado, em isolamento com os avós.

“A gente liga um para o outro, chora, mas eu digo que a mamãe está fazendo isso para proteger ele”, conta a profissional que tem 11 anos de profissão e há três é diretora de enfermagem da unidade de saúde. “A gente não tem medo de adoecer. Temos medo é de alguém da nossa família adoecer, de ficarmos nos sentindo culpados”, conta ao G1 por telefone.

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