Justiça do RN condena nove pessoas na segunda fase da Operação Sinal Fechado

Investigação comprovou fraudes e corrupção no Detran-RN — Foto: Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi
Investigação comprovou fraudes e corrupção no Detran-RN — Foto: Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi

O juiz Bruno Montenegro Ribeiro Dantas, da 9ª Vara Criminal de Natal, condenou nesta segunda-feira (14) nove envolvidos na segunda fase da Operação Sinal Fechado, que foi deflagrada pelo Ministério Público em 2011 para apurar suspeitas de fraude e corrupção no Detran-RN a partir de 2008.

Os condenados foram:

  • George Olímpio, 7 anos e 8 meses de reclusão em regime fechado – dois terços da pena reduzidos por acordo de colaboração premiada.
  • Marcus Vinícius Furtado da Cunha, 11 anos e um mês de reclusão em regime fechado e uma segunda pena de 2 anos e 4 meses de detenção – um terço reduzido da pena por acordo de colaboração premiada
  • Jean Queiroz de Brito, 9 anos de reclusão em regime fechado
  • Luiz Cláudio Morais Correia Viana, 9 anos de reclusão em regime fechado
  • Caio Biagio Zuliani, 18 anos e 8 meses de reclusão em regime fechado
  • Nilton José de Meira, 18 anos e 8 meses de reclusão em regime fechado e a uma segunda pena de 7 anos e 4 meses de detenção
  • Flávio Ganen Rillo, 27 anos e 4 meses de reclusão em regime fechado e a uma segunda pena de 7 anos e 4 meses de detenção
  • Fabiano Lindemberg Santos Romero, 9 anos de reclusão em regime fechado
  • Rousseaux de Araújo Rocha, 10 anos e 8 meses de reclusão em regime fechado

G1 tentou contato com os envolvidos, mas, até a última atualização da matéria, não teve sucesso.

A ação penal da Operação Sinal Fechado foi dividida em três processos distintos: o primeiro relativo a um convênio com o Instituto de Registradores de Títulos e Documentos de Pessoas Jurídicas do RN (IRTDPJ/RN), outro relacionado à inspeção veicular, e este último é referente à contratação fraudulenta de uma empresa paranaense para terceirizar registros de contratos no Detran.

Essa última fase julgou os envolvidos pela prática de crimes de peculato, corrupção, associação criminosa, lavagem de dinheiro e crimes de fraude à licitação.

Em abril deste ano, a Justiça já havia realizado seis condenações. Entre elas, também a do empresário George Olímpio, apontado pelo Ministério Público do RN como chefe da organização criminosa.

G1RN

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