Category: Internacional

PERIGO!: Caças russos e chineses invadem zona de defesa da Coreia e do Japão após Biden anunciar apoio a Taiwan

Avião de guerra Rússia
Caças russos e chineses, chamados de bombardeiros, possuem capacidade de emprego nuclear / Stringer / AFP

Um dia após Joe Biden anunciar que vai ajudar Taiwan caso os chineses resolvam tomar o território a força, Rússia e China mandaram um recado militar nesta terça-feira, 24, para os Estados Unidos. Dois caças russos e dois chineses, ambos bombardeiros com capacidade de emprego nuclear, sobrevoram o mar do Japão e chegaram a invadir a zona de defesa aérea coreana. “Dois bombardeiros chineses se uniram a dois bombardeiros russos no Mar do Japão e realizaram um voo conjunto no Mar da China Oriental”, informou o ministro da Defesa japonês, Nobuo Kishi. Os caças também entraram e saíram da Zona de Identificação de Defesa Aérea da Coreia (Korea ADIZ), o que fez as Forças Armadas da Coreia do Sul despacharem caças para “implementar medidas táticas” e se preparar para uma potencial contingência.

Uma ADIZ não é um espaço aéreo, trata-se de uma área onde os países podem exigir unilateralmente que aeronaves estrangeiras tomem medidas especiais para se identificarem, sem leis internacionais. Essa é a primeira vez que Rússia e China fazem uma patrulha conjunta desde que a guerra na Ucrânia começou. Apesar de pedir negociações de paz para que o conflito no Leste Europeu acabe, a China não criticou a Rússia pela invasão à Ucrânia. Essa patrulha conjunta, pode significar que os aliados militar estão mais unidos do que nunca. 

Essa menagem foi enviada no momento em que o presidente dos EUA estava no Japão se reunindo com seus aliados contrários a Pequim na reunião Ásia-Pacífico para juntar um novo bloco econômico definido sem critérios muito rigorosos destinados a afrontar a dominância da China. “Estamos escrevendo novas regras para a economia do século 21″, afirmou Biden durante o lançamento do que ele intitulou como Ordenamento Econômico do Ásia-Pacífico. “Ajudaremos todas as economias dos nossos países a crescerem mais rapidamente e equitativamente”. Essa aliança vai aproximar os EUA de potências regionais como Japão, Coreia do Sul, Austrália e Índia. 

Na segunda-feira, 23, Joe Biden, comprometeu-se com a defesa militar de Taiwan e advertiu que Pequim “flerta com o perigo”. As declarações foram feitas durante a visita oficial do norte-americano aos países asiáticos. O apoio militar oferecido pelos EUA podem envolver até o uso de armas. “É o compromisso que assumimos”, respondeu Biden quando questionado se Washington atuaria militarmente contra Pequim em uma possível invasão a Taiwan. “Concordamos com a política de uma só China, aderimos a ela (…) mas a ideia de que Taiwan pode ser tomada à força não é apropriada, deslocaria toda a região e seria outra ação semelhante a da Ucrânia”, disse Biden.

Jovem Pan

Rússia diz que está disposta a retomar negociações com a Ucrânia

negociação russia e ucrania
Depois que as forças russas entraram na Ucrânia, em fevereiro, foram organizadas rodadas de conversações entre os dois países / EFE/EPA/TURKISH PRESIDENT PRESS OFFICE HANDOUT HANDOUT EDITORIAL

O negociador russo Vladimir Medinsky afirmou neste domingo, 22, que a Rússia está disposta a retomar os diálogos em busca de um cessar-fogo na Ucrânia, assegurando que as tratativas foram suspensos por causa de Kiev. “De nossa parte, estamos dispostos a continuar o diálogo”, afirmou Medinski, conselheiro do Kremlin e encarregado das negociações. Segundo ele, “o congelamento das conversas foi completamente uma iniciativa da Ucrânia”. “A Rússia nunca rechaçou as negociações”, completou. Depois que as forças russas entraram na Ucrânia, em 24 de fevereiro, foram organizadas rodadas de conversações entre os dois países. Os ministros das Relações Exteriores russo e ucraniano se reuniram em março na Turquia e as delegações se encontraram em Istambul, mas sem sucesso. O negociador ucraniano, Mikhailo Podoliak, declarou na terça-feira, 17, que as conversas tinham sido suspensas, a medida que a Rússia centralizava sua “operação especial” no leste do país.

Jovem Pan

Turquia avisa que vai vetar entrada de Finlândia e Suécia na Otan

Recep Tayyip Erdogan
Erdogan é próximo de Putin e pode tentar evitar que organização se expanda e o desagrade / EFE/EPA/STEPHANIE LECOCQ

O presidente da TurquiaRecep Tayyip Erdogan, afirmou nesta segunda, 16, que não aprovará a entrada de Finlândia e Suécia na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), aliança militar que conta com Estados Unidos, Canadá e diversos países europeus. Embora tenham uma tradição de neutralidade, Finlândia e Suécia pediram para aderir à Otan neste domingo, 15, e segunda, 16, motivados pelo ataque da Rússia à Ucrânia, que causou uma mudança na opinião pública dos dois países. Erdogan ainda afirmou que as delegações suecas e finlandesas não precisariam se preocupar em ir até a capital turca, Ancara, para tentar convencer seu governo a não vetar a adesão delas à organização.

Segundo o governo turco, o veto ocorreria por Suécia e Finlândia darem abrigo a membros do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, na sigla em curdo), organização que considera como terrorista. O PKK luta para que os curdos, povo que ocupa áreas de Iraque, Síria, Turquia e Irã, tenha seu próprio Estado nacional, e tem braços políticos e armados. Erdogan chamou os países nórdicos de “hospedagens para organizações terroristas”, pediu que eles deixem de apoiar militantes curdos em seu território e na Síria, e suspendam as proibições de vendas de armas à Turquia. Além disso, Erdogan também é próximo de Vladimir Putin e seus países tem cooperação estratégica em algumas áreas, como energia nuclear, e o veto impediria que a Otan se aproximasse ainda mais da Rússia – a Finlândia compartilha uma fronteira de 1.300 quilômetros com o território governado por Moscou. A Rússia já havia reagido com irritação ao pedido dos países para a adesão. Por outro lado, o secretário-geral da Otan, Jen Stoltenberg, disse que o grupo poderia absorver as preocupações dos turcos e prosseguir para atender os pedidos, enquanto o secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, disse ter confiança de que chegarão a um consenso.

Jovem Pan

Suécia assina pedido formal de adesão à Otan e aguarda Finlândia

Foto: TT News Agency/via Reuters

A ministra das Relações Exteriores da Suécia, Ann Linde, assinou na manhã desta terça-feira (17) um pedido declarando a intenção do país em se juntar à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

A medida marca um passo formal do governo sueco para aderir à aliança militar liderada pelos Estados Unidos – encerrando décadas de neutralidade militar – à medida que a invasão da Ucrânia pela Rússia desencadeia uma evolução dramática na segurança e geopolítica europeias.

“Parece muito grande, muito sério, e parece que chegamos a uma conclusão que é a melhor para a Suécia”, disse Linde. “Não sabemos quanto tempo vai demorar, mas calculamos que pode levar até um ano”.

“Nsta semana, este pedido será apresentado, juntamente com a Finlândia, em um dia ou dois, e então será processado pela Otan”, declarou Linde.

CNN Brasil / BG

TRAIÇÃO?: Após convite de Zelensky, Casa Branca diz que ‘não há planos’ para visita de Biden à Ucrânia

Para Zelensky, havia a expectativa que o norte-americano aceitasse o convite, o que não deve acontecer

O presidente dos Estados UnidosJoe Biden, não tem planos de viajar à Ucrânia para ver pessoalmente as consequências da guerra contra a Rússia, informou a Casa Branca nesta segunda-feira, 18. A declaração, que reforça comunicado anterior, aconteceu após o presidente Volodymyr Zelensky convidar o democrata para visitar o país e comprovar a devastação causada pela invasão russa. Na visão do ucraniano, embora a viagem envolvesse questões de segurança, havia a expectativa que o norte-americano aceitasse o convite, o que não deve acontecer.  “Não há planos para o presidente Biden viajar para a Ucrânia”, mencionou Jen Psaki, porta-voz da Casa Branca. No entanto, ela confirmou que existem planos para que um funcionário do alto escalão do governo dos Estados Unidos seja enviado à Ucrânia.

Jovem Pan

Ucrânia bombardeia depósito de petróleo na Rússia, afirma governo local

Segundo a administração da cidade de Belgorod, um incêndio foi causado por um ataque aéreo realizado por dois helicópteros das Forças Armadas da Ucrânia que violaram o espaço aéreo russo. / Reprodução/Filial da Região de Belgorod do Ministério de Emergências da Rússia/TASS

Ucrânia bombardeou um depósito de petróleo em Belgorod, na Rússia, segundo informou o governador russo da região nesta sexta-feira, 1º de abril. “Aconteceu um incêndio no depósito de petróleo devido a um bombardeio efetuado por dois helicópteros militares ucranianos, que entraram no território russo voando a baixa altitude”, afirmou Vyacheslav Gladkov em seu canal no Telegram. Em outra mensagem, o governador afirmou que os bombeiros trabalhavam para apagar o incêndio e que dois funcionários do depósito ficaram feridos. O ministério russo de Situações de Emergência informou que 170 funcionários seguiram para o local. O grupo Rosneft, proprietário do depósito, anunciou que retirou os trabalhadores do local.https://9801890c07b710ef0c220d220a83fa4e.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

Belgorod fica 80 quilômetros ao norte de Kharkiv, uma das cidades ucranianas mais atacadas pelas tropas russas desde o início da ofensiva russa, em 24 de fevereiro. Segundo a imprensa russa local, após o ataque filas de veículos se formaram em postos de gasolina de todo o país, mas o ministro da Energia, Nikolai Shulgunov, descartou a possibilidade de desabastecimento de combustíveis. Na última quarta-feira, 30, já haviam sido registradas explosões em um depósito de munições da região de Belgorod, mas as autoridades russas não explicaram o que provocou o incidente. O diretor de uma gráfica que fica perto de Belgorod, Konstantin Lakhnov, afirmou que sua empresa foi atingida pelos disparos. “Helicópteros lançaram foguetes contra nós… as janelas estão danificadas, o equipamento está destruído ou danificado… o teto foi danificado”, declarou à agência de notícias russa Tass.

Jovem Pan

O AUMENTO DO COMBUSTÍVEL É NO MUNDO TODO: ‘Europa registra paralisações e atos contra aumento do diesel’

Foto: Reprodução/YouTube

Em 14 de março, caminhoneiros espanhóis decidiram entrar em greve por tempo indeterminado em protesto pela alta no preço dos combustíveis, impulsionada pelo conflito na Ucrânia. Não são os únicos. Motoristas de outros países europeus, como França e Alemanha, também vem realizando manifestações contra o valor do diesel.

A guerra exacerbou a crise energética na Europa. O continente tem forte dependência do petróleo e do gás natural da Rússia. Com 1 mês de conflitos, o petróleo teve picos de preço, chegando a US$ 127,98 em 8 de março. Na quinta-feira (24.mar), o barril era comercializado a US$ 119,03. Com isso, o litro do diesel ficou mais caro na região.

A greve espanhola foi convocada em 14 de março pela Plataforma de Defesa do Setor do Transporte Rodoviário Nacional e Internacional de Mercadorias, que representa pequenas e médias empresas de transporte.

O governo espanhol, liderado pelo esquerdista Pedro Sánchez, classificou os manifestantes como membros da “direita radical espanhola”. A Plataforma negou. Disse ser apartidária e lutar pelo interesse dos caminhoneiros.

Caminhoneiros protestaram contra a alta dos combustíveis no sábado (19.mar) em Hamburgo, norte da Alemanha. Segundo o BGL, fórum que auxilia empresas de transporte rodoviário e logística do país, associações do setor avaliam novas manifestações.

O presidente do fórum, Dirk Engelhardt, disse ao site eurotransport.de que muitas empresas não suportam mais o preço dos combustíveis e estão com “água até o pescoço”.

Poder360 / BG

Rússia reorganiza tropas na Ucrânia para retomar ‘ofensivas em grande escala’, aponta inteligência do Reino Unido

Nesta foto tirada e divulgada pelo Serviço de Emergência do Estado da Ucrânia em 14 de março de 2022, bombeiros trabalham para extinguir um incêndio em um prédio de apartamentos atingido por bombardeios no distrito de Obolon, em Kiev.

Rússia está reorganizando suas tropas na Ucrânia para retomar uma grande ofensiva em diversas regiões do país vizinho. A informação foi publicada pela inteligência do Ministério da Defesa do Reino Unido, que vem monitorando as movimentações bélicas no Leste Europeu desde o início do conflito e já foi capaz de prever a intensificação do ataque russo e o cerco a Kiev. A atualização foi publicada por volta das 5 horas da manhã desta quarta-feira, 23, pelo horário de Brasília. A previsão aponta para ataque das forças de Vladimir Putin em todas as direções, na capital ucraniana, em Kharkiv, Mariupol, Mykolaiv e Odesa. O Reino Unido não mencionou possíveis ataques a Lviv, para onde muitos refugidos tem ido antes de sair do país.

“O campo de batalha no norte da Ucrânia permanece em grande parte estático, com as forças russas provavelmente conduzindo um período de reorganização antes de retomar as operações ofensivas em grande escala. As forças russas estão tentando cercar as forças ucranianas no leste do país enquanto avançam da direção de Kharkiv no norte e Mariupol no sul. As forças russas ainda estão tentando contornar Mykolaiv enquanto procuram dirigir para o oeste em direção a Odesa”, escreveu o ministério inglês nas redes sociais.

Jovem Pan

Kiev adota toque de recolher de 36 horas a partir desta terça-feira

Imagem da cidade de Kiev após o bombardeio russo da última segunda-feira, 14, divulgada nas redes sociais pelo prefeito da capital ucraniana, Vitali Klitschko / Reprodução/Twitter/@Vitaliy_Klychko

O prefeito de KievVitali Klitschko, anunciou um toque de recolher de 36 horas na capital da Ucrânia a partir da noite desta terça-feira, 15, por causa do início dos ataques da Rússia, que provocam uma situação perigosa aos habitantes. “Hoje é um dia difícil e perigoso”, afirmou o prefeito em um comunicado no qual explica que o tráfego na cidade será proibido das 20h locais, ou 15h de Brasília, até de terça-feira até 7h, ou 2h de Brasília, da próxima quinta-feira, 17. “Qualquer movimento em Kiev sem permissões especiais está proibido. Será possível sair apenas para chegar aos refúgios”, disse Klitschko. As autoridades já haviam determinado um toque de recolher semelhante em 26 de fevereiro, dois dias após o início da invasão russa no país.

Nas redes sociais, Klitschko também falou sobre a destrução da capital ucraniana após o ataque russo na última segunda. “Kiev foi atacada pelo inimigo hoje. No início da manhã, o projétil atingiu um prédio residencial de 9 andares em Obolon. De acordo com dados atualizados, uma pessoa morreu. 10 ficaram feridos. Cerca de 70 moradores foram evacuados da casa (…) Janelas voaram, varandas danificadas de casas vizinhas e estabelecimentos comerciais nos andares térreos. Equipes de resgate e ambulâncias estão trabalhando no local”, escreveu o prefeito de Kiev no Twitter.

Jovem Pan

Rússia pediu ajuda militar da China para guerra na Ucrânia, acusa imprensa dos EUA

O presidente dos EUA, Joe Biden, em reunião virtual com o presidente chinês, Xi Jinping, na Sala Roosevelt da Casa Branca, em Washington / EFE / EPA / SARAH SILBIGER / PISCINA

Jornais norte-americanos afirmaram neste domingo, 13, que a Rússia pediu ajuda militar e econômica da China para a guerra na Ucrânia. As acusações foram publicadas poucas horas depois de uma advertência da Casa Branca a Pequim de que enfrentaria “sérias consequências” em caso de apoio a Moscou para evitar as sanções. A informação dos jornais partiu de funcionários do governo dos Estados Unidos, que relataram à imprensa que a Rússia havia solicitado equipamento militar e respaldo de seu aliado. Moscou também teria pedido a Pequim assistência econômica para enfrentar as duras sanções impostas por boa parte do mundo ocidental, de acordo com o “The New York Times”, que citou fontes do governos que pediram anonimato.

Pequim reagiu nesta segunda-feira, 14, com indignação às informações, mas não as desmentiu diretamente. “Os Estados Unidos têm divulgado desinformação visando a China sobre a questão da Ucrânia, com intenções maliciosas”, afirmou o porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores, Zhao Lijian, ao responder uma pergunta sobre a notícia publicada. Autoridades americanas e chinesas devem se reunir também nesta segunda em Roma para discutir a guerra no Leste Europeu. O conselheiro de Segurança Nacional, Jake Sullivan, e Yang Jiechi, principal funcionário de diplomacia do Partido Comunista Chinês, e suas respectivas equipes, “discutirão os esforços em andamento para gerenciar a concorrência entre os dois países e o impacto da guerra da Rússia contra a Ucrânia na segurança regional e global”, disse Emily Horne, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional. Os EUA pretendem pressionar o gigante asiático a não ajudar a Rússia, de modo a não reduzir o impacto das sanções ocidentais aplicadas contra o país de Vladimir Putin.

Nas redes sociais, o conselheiro do Chefe do Gabinete do Presidência da Ucrânia, Mykhailo Podolak, que é também um dos negociadores diplomáticos para o contexto de conflito atualmente, criticou o caso. “A Rússia recorreu à ajuda militar da China, relataram várias edições influentes (Financial Times, New York Times). No contexto de uma operação terrestre extremamente fracassada na Ucrânia. A reputação da Federação Russa não é nada. Mas envergonhar a Rússia, tentando encontrar a força em algum lugar (Belarus, Organização do Tratado de Segurança Coletiva, China) para destruir a Ucrânia?”, questionou.

Pequim não condenou diretamente a invasão da Ucrânia por Moscou e culpou repetidamente a “expansão para o leste” da Otan pelo agravamento das tensões entre Kiev e Moscou, uma das principais demandas do presidente russo, Vladimir Putin. Sullivan insistiu que a Casa Branca monitora de perto se a China dá apoio econômico ou material à Rússia para ajudar o país a evitar o impacto das sanções. “É uma preocupação para nós e deixamos claro para Pequim que não ficaremos de braços cruzados e não deixaremos nenhum país compensar as perdas da Rússia devido às sanções econômicas, afirmou ao canal CNN.

Sullivan explicou que, embora não deseje “apresentar ameaças” contra a China, o rival econômico mais importante dos Estados Unidos, “estamos comunicando direta e privadamente a Pequim que haverá consequências no caso de esforços em larga escala para evitar sanções”. A China insistiu na semana passada que a amizade com a Rússia permanece “sólida como uma rocha” e também expressou o desejo de atuar como mediador para acabar com a guerra.

*Com informações da AFP

Jovem Pan

Soldados russos agem como bandidos, e, um casal de idosos os coloca para correr

No meu entender, os soldados russos agiram como bandidos, invadindo casas de civis, ainda mais, pessoas idosas.

Um casal de idosos da Ucrânia surpreendeu ao expulsar três soldados russos de sua propriedade na vila de Voznesensk, na província ucraniana de Mykolayiv Oblast, na última quarta-feira (9/3).

No vídeo, feito por câmeras de segurança, os soldados quebram um portão e entram no local. Logo depois, os idosos saem da casa e gritam para os soldados saírem. Um dos russos chega a atirar para o alto com o objetivo de assustar o casal, que continua a discutir com eles.

Após alguns minutos de conversa, os soldados recuam e saem do local, escoltados pelos idosos.

A província de Mykolayiv, cidade próxima do porto de Odessa, é um dos maiores alvos da Rússia na Ucrânia. Segundo a Agência Nacional de Notícias do país, diversos ataques aéreos foram feitos no local, mas o território permanece sob poder ucraniano.

Metrópoles / BG

Quem são Zelensky e Putin

Por Ney Lopes

Falar com Putin é única maneira de parar guerra, diz Zelensky

Foto do Google

A guerra na Ucrânia ceifa centenas de vidas, inclusive crianças, idosos e doentes. O papa Francisco lamentou os “rios de sangue e lágrimas”, que correm. Espanta o mundo, a forma truculenta como Putin reprime o próprio povo russo. Em Moscou,  cinco crianças (7 a 11 anos) foram presas. Elas levavam flores e cartazes com a frase “Não à guerra”.

O governo aplica nova lei de censura e repressão, que pune em até 15 anos de prisão quem participar de atos públicos não autorizados, ou usar apalavras censuradas pelo Kremlin. Os presos não recebem comida, nem água e ficam sem os telefones celulares. As autoridades russas negam  o direito à defesa dos detidos, impedindo acesso a advogados.

São dois os personagens centrais dessa guerra: Volodymyr Zelensky e o presidente russo Vladimir Putin. O presidente ucraniano Zelensky, 44, nascido em em 1978, na URSS, advogado e humorista, é hoje chamado o “George Washington da Ucrânia”. Não tinha experiência política quando eleito presidente da Ucrânia, com 73% dos votos. Agora, transformou-se em herói nacional e estadista europeu.  É colocado no mesmo patamar de Churchill, ou Roosevelt.

No último dia 24 de fevereiro, Zelensky em discurso sóbrio, disse que ligou para o presidente Putin a fim de evitar a guerra. O russo não atendeu. A partir daí, no estilo de “Davi contra Golias”, declarou com coragem, que se o seu país fosse atacado, a Rússia veria os rostos dos ucranianos e não as costas. A declaração enfureceu o presidente russo.

Em seguida, Putin ordenou a invasão. O governante soviético não aceita a Ucrânia como Estado soberano, embora a própria Rússia (sob Boris Yeltsin) tenha reconhecido a independência do país. Diante das acusações do Krelim da necessidade de “desnazificar” a Ucrânia, Zelensky respondeu, com postura de estadista, que mais de 5 milhões de ucranianos morreram combatendo os nazistas na II Guerra.

Vladimir Putin, 70, judeu, nascido em 1952, em São Petersburgo. O seu avô trabalhou como cozinheiro de Lenin e Stalin. Seu pai serviu no exércio soviético. O bisavô morreu no holocausto. Putin foi agente da polícia secreta- KGB. Sempre carrancudo, ambicionou o poder. Já Zelensky fazia os outros rirem. Os fatos atuais mostram o comediante mais heroico, do que o covarde agente da KGB.

Muito pouco se sabe sobre a vida pessoal do autocrata russo. Foi casado com Lyudmila Shkrebneva, comissária de avião, entre 1983 e 2013. Tem duas filhas.  A exemplo de Clinton com Monica Lewinsky, comenta-se que, em 2008 uma fotografia mostra o presidente russo sorridente ao cumprimentar a ex-ginasta rítmica russa, Alina Kabaeva, nos Jogos Olímpicos de verão. A partir daí começara relacionamento amoroso, do qual resultou uma filha em 2012, outra criança em 2015 e gêmeos em 2019. Alina Kabaeva resolveu entrar na política como parlamentar pró-Kremlin. Trinta anos mais nova do que Putin, foi apontada como a causa do fim do matrimónio com Lyudmila Shkrebneva.

Mais uma filha ilegítima é atribuída a Putin: Elizaveta, nascida em 2003, do relacionamento extraconjugal com Svetlana Krivonogikh, empregada doméstica, que se tornou dona de fortuna estimada em US$ 100 milhões. É sócia de “amigos” do presidente Putin. Tem participação no banco Rossiya, conhecido como o banco de Putin, por ser controlado por oligarcas próximos a ele. Svetlana apareceu nos chamados “Pandora Papers”, investigação sobre negócios ocultos de personalidades

Putin tem poucos amigos. O núcleo de sua equipe é formado por cinco pessoas. Todas serviram com ele na KGB, de origem militar. Serviços de inteligência afirmam que o presidente Zelensky é o primeiro na lista de Putin para ser assassinado. Mais de 400 mercenários russos e africanos estariam na Ucrânia, com essa missão. Os mercenários são do “Grupo Wagner”, organização paramilitar privada, dirigida pelo oligarca Yevgeny Prigozhin, “um dos aliados mais próximos” do presidente.

Putin corre o risco do “assassinato político”, com a perda do poder na própria Rússia, que está em processo de estrangulamento financeiro e econômico. Ganhando ou perdendo a guerra, o Kremlin terá derrota geoestratégica. O mundo não aceita o autoritarismo, as armas, a força militar como divisor de águas entre as nações. O conflito na Ucrânia despertou para a realidade de como ancorar e proteger melhor as democracias. Realmente, desafio a ser vencido, por quem confie na liberdade humana.

Ney Lopes – jornalista, ex-deputado federal, professor de direito constitucional da UFRN e advogado

Rede News 360

Rússia anuncia nova trégua humanitária para quarta-feira

Louisa GOULIAMAKI / AFP

Segundo a agência de notícias Tass, o Exército russo anunciou uma nova trégua humanitária para quarta-feira, 9, a partir das 10h da manhã (horário de Moscou). “A Rússia anunciou um regime de cessar-fogo a partir de 9 de março, às 10h, hora de Moscou, e está pronta para criar corredores humanitários”, informou a célula no comando destes temas no governo russo. A proposta vai ser transmitida às autoridades ucranianas que tem até a meia-noite (21h no horário de Brasília) para confirmar o local onde ficarão os corredores humanitários e a partir de que hora poderão funcionar. Os corredores humanitários para evacuação dos dos civis é um acordo estabelecido na segunda rodada de negociações de cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia. O primeiro dia de uso dos corredores foi nesta terça-feira, 8, em Soumy. De lá saíram duas caravanas. Na capital Kiev, também houve evacuação. Entretanto, o mesmo cenário não se repete em Boutcha e Mariupol, onde os civis continuavam bloqueados.

Jovem Pan

Chanceler da Ucrânia afirma que o país busca tratativas diretas entre Zelensky e Putin

Dmytro Kuleba, ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, realizou um pronunciamento nesta segunda-feira, 07 / Carolyn Kaster / POOL / AFP – 22/02/2022

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, realizou um pronunciamento durante a tarde desta segunda-feira, 07, e afirmou que o país busca realizar uma negociação direta entre o presidente Volodymyr Zelensky e o mandatário da RússiaVladimir Putin. Na visão do chanceler, a aproximação é necessária pois “todos entendemos que é ele quem toma as decisões finais, especialmente agora.” O governista aproveitou para ressaltar que o líder ucraniano não tem medo de nada, “incluindo um encontro direto com Putin” e provocou o chefe do Kremlin ao dizer que, “se Putin também não está com medo, deixe-o ir à reunião, deixe-os sentar e conversar.”

Jovem Pan

Zelensky esfria interesse de incluir a Ucrânia na Otan

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, falando na capital Kiev / Handout / UKRAINE PRESIDENCY / AFP

O presidente da UcrâniaVolodymyr Zelensky, afirmou na última segunda-feira, 7, que não tem mais tanto interesse em incluir o país na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) neste momento, após entender que o grupo de países ocidentais não está preparado para isso e teme os conflitos que poderiam ser gerados. “Em relação à Otan, me acalmei em relação a essa questão há muito tempo, depois que nós entendemos que a Otan não está preparada para aceitar a Ucrânia. A Aliança tem medo de coisas controversas e confrontos com a Rússia. Eu nunca quis ser um país que implora algo de joelhos [sobre pedir para entrar na Otan]. E não seremos esse país. E eu não quero ser esse presidente”, disse Zelensky em entrevista exclusiva ao canal de televisão americano ABC.

Rússia, que está atacando a Ucrânia desde o dia 24 de fevereiro, afirma que vai interromper sua ação bélica após Kiev desistir de entrar na Otan, reconhecer a Crimeia como território russo e também a independência das duas regiões separatistas autodeclaradas repúblicas populares de Donetsk e Luhansk, no leste ucraniano. Entretanto, após três encontros para negociações de paz, realizados na fronteira com Belarus, os dois países ainda não conseguiram avançar com a construção de um acordo, mas apenas discutir a necessidade de criar corredores humanitários para a saída de vítimas civis da Ucrânia.

Jovem Pan