Category: Internacional

Com decretando de Lockdown presidente da Argentina testa positivo para Covid-19

O presidente argentino Alberto Fernández
O presidente argentino Alberto Fernández / Foto: Annegret Hilse/Reuters (3.fev.2020)

O Lockdown vem sendo combatido pelo povo no mundo todo, a OMS já se manifestou contra esse tipo de medida que antes defendia. Mas a Argentina como algusn governadore do Brasil insistem com o tranca tudo.

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, testou positivo para a Covid-19, informou o médico da Presidência, Federico Saavedra, em boletim divulgado neste sábado (3). Segundo Saavedra, Fernández está agora assintomático, após ter tido quadro de febre leve e dor de cabeça na sexta-feira (2).

Com os sintomas iniciais, temperatura de 37,3º, o presidente argentino se submeteu a um teste de antígeno, que foi positivo. “Diante desta situação, foram tomadas as medidas de isolamento obrigatório do mandatário e de todos os que estiveram em contato com ele nas 48 horas anteriores ao início dos sintomas”, escreve o médico.

CNN

Covid-19: UE ameaça bloquear exportações da vacina AstraZeneca

EU Ursula von der Leyen PK zu COVID-19
A líder da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

A União Europeia (UE) poderá impedir a AstraZeneca de exportar a sua vacina Covid-19 do bloco se a empresa farmacêutica britânico-sueca não cumprir as suas obrigações de fornecimento, disse a Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, neste sábado (20.03). 

“Temos a opção de proibir quaisquer exportações planeadas. Esta é a mensagem que estamos a enviar à AstraZeneca: respeitem o vosso contrato com a Europa antes de começarem a entregar a outros países”, disse Ursula von der Leyen numa entrevista com o grupo de comunicação social alemão Funke. 

Ela disse que a empresa tinha entregue apenas 30% das doses prometidas no primeiro trimestre de 2021. A líder europeia também salientou que embora o contrato com a AstraZeneca tivesse estipulado que a UE receberia vacinas de fábricas na UE e na Grã-Bretanha, “não recebeu-se nada dos britânicos, enquanto nós lhes entregamos vacinas”, disse.

DW

Alemanha: Manifestantes antilockdown registem contra a polícia na Alemanha

Deutschland | Demonstration gegen Corona-Maßnahmen in Kassel
Manifestantes em Kassel. Praticamente ninguém usou máscara

Manifestantes que se opõem às medidas de restrição contra a pandemia atacaram policiais neste sábado (20/03) em Kassel, na região central da Alemanha. A polícia foi forçada a responder com spray de pimenta, canhões de água e cassetetes para conter os manifestantes. Jornalistas também foram atacados por manifestantes.

Após uma pausa de três meses ao longo do inverno, a Alemanha voltou a registrar protestos contra medidas na última semana. As manifestações ocorrem em meio a um novo aumento de casos de covid-19 no país, após um relaxamento do lockdown imposto em dezembro.

O protesto em Kassel foi o maior registrado no país neste sábado. Inicialmente, as autoridades concederam autorização para que 6.000 pessoas se reunissem nas imediações da cidade. Mas os organizadores não respeitaram as determinações, e passaram a marchar pelo centro de Kassel.

O número de pessoas que tomou parte do protesto também foi mais alto do que autorizado. A polícia estimou que mais de 15.000 pessoas participaram. Na multidão, poucas pessoas usavam máscaras ou faziam questão de manter distanciamento mínimo.

Os choques com a polícia ocorreram quando grupos de manifestantes tentaram romper violentamente os cordões humanos de isolamento montados pela polícia. “Não toleramos tais ataques. Isso não é um protesto pacífico”, escreveu a polícia no Twitter. Mas em geral, apontou a imprensa local, os policiais evitaram escalar o confronto, permitindo que a manifestação seguisse por boa parte do centro da cidade, mesmo que os organizadores não tivessem permissão para tal.

Jornalistas também foram alvo de violência. Com manifestantes tentando arrancar máscaras de profissionais da imprensa. Outros jornalistas foram agredidos e alvos de insultos.

A manifestação em Kassel foi convocada pelo movimento Querdenken 711 (“pensamento lateral”, seguido do prefixo telefônico de Stuttgart, onde o grupo originalmente se formou), que organizou outros grandes protestos similares em 2020. Os participantes da manifestação em Kassel incluíam uma composição diversa: extremistas de direita, propagadores de teorias conspiratórias, adeptos de tratamentos alternativos, negacionistas, militantes antivacinas, algumas famílias com filhos pequenos e até membros da cena de extrema esquerda.

O discurso predominante dessas manifestações tem sido de denunciar as restrições impostas pelo governo como uma medida contra os direitos individuais, mas muitos manifestantes também aproveitam os protestos para disseminar mensagens antissemitas e slogans de extrema direita, afirmando que a quarentena seria um complô da indústria farmacêutica, do bilionário Bill Gates e até mesmo dos “sionistas”. Sem qualquer base histórica, muitos manifestantes costumam traçar paralelos entre as medidas e as ações da ditadura nazista (1933-1945).

Além de Kassel, também ocorreram neste sábado protestos em Potsdam e Berlim, mas em escala reduzida. Algumas centenas de manifestantes de extrema direita, empunhando bandeiras do antigo Império Alemão (1871-1918) se reuniram em frente ao Portão de Brandemburgo, mas logo foram dispersados pela polícia. Inicialmente, a polícia alemã esperava que mais manifestantes aparecessem. Cerca de 1.800 policiais foram deslocados para bloquear o acesso a prédios do governo na região central. Antecipando violência, a polícia chegou a criar áreas de escape para jornalistas que fossem alvo de agressões por parte de manifestantes.

Em Potsdam, houve uma cisão entre os manifestantes, com um grupo de 500 pessoas preferindo se distanciar de um grupo de 300 neonazistas que também estavam protestando contra as medidas de restrição.

A Alemanha voltou nas últimas semanas a registrar um aumento significativo de novos casos de covid-19 após o relaxamento de medidas de restrição no início do mês. Diante do aumento, alguns estados e distritos já estão revertendo a flexibilização. Desde o inicio da pandemia, o país registrou mais de 2,6 milhões de casos da doença e 74.565 mortes.

Dw

Putin se vacina contra a covid — e quer 700 mi doses da Sputnik no mundo

Putin e a geopolítica das vacinas: Rússia pretende que o mundo chegue a mais de 700 milhões de doses da Sputnik por meio de parcerias de transferência de tecnologia (Alexander Nemenov/Pool/Reuters)

A lista de líderes mundiais vacinados ganha novo membro nesta terça-feira, 23. O presidente russo, Vladimir Putin, deve se vacinar hoje contra a covid-19, segundo informou o mandatário à imprensa estatal.

Putin tomará a Sputnik V, vacina do Instituto Gamaleya financiado pelo Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF), que é responsável pelas negociações de exportação com outros países.

Outrora patinho feio das vacinas globais, o imunizante russo ganhou notoriedade depois que testes de eficácia publicados na renomada revista científica The Lancet mostraram taxa de eficácia de 91,6%.

Exame

Em carta a Bolsonaro, Biden pede colaboração no clima e no combate à pandemia

Joe Biden no Salão Oval da Casa Branca
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, no Salão Oval da Casa Branca
Foto: Tom Brenner/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, enviou uma carta ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no último dia 26 de fevereiro. No entanto, a mensagem só foi revelada nesta quinta-feira (18) pela Secretaria Especial de Comunicação Social.

De acordo com a nota divulgada pela (Secom), o teor da carta é de estabilidade e cooperação diplomática entre os dois países, bem como a intenção de união de esforços no combate à pandemia de Covid-19 e no enfrentamento das mudanças climáticas.

“O Presidente Biden saudou a oportunidade para que ambos os países unam esforços, tanto em nível bilateral quanto em fóruns multilaterais, no enfrentamento aos desafios da pandemia e do meio ambiente, em alusão ao caminho para a COP26 e para a Cúpula sobre o Clima”, diz um trecho da nota da Secom.

A carta foi divulgada pela equipe de comunicação da Presidência da República mais de 20 dias depois do recebimento. A publicação ocorre um dia após o ex-presidente Lula conceder entrevista à jornalista Christiane Amanpour, da CNN Internacional, e sugerir que Joe Biden doasse vacinas ao Brasil e convocasse o G20 para estabelecer negociações sobre a compra de imunizantes.

Na entrevista, Lula chegou a chamar Biden de “sonho de um novo respiro para a democracia” e disse buscar interlocução com o presidente norte-americano, porque não confia no governo brasileiro.

Entretanto, sem mencionar os motivos para que a carta fosse divulgada agora, a Secom disse que o presidente norte-americano enviou o texto a Bolsonaro em agradecimento aos cumprimentos enviados pela Presidência da República após a ratificação do democrata como presidente eleito dos Estados Unidos.

O  Brasil foi o último dos países que integram o G20 – grupo das maiores economias do mundo – a reconhecer a vitória de Biden nas eleições norte-americanas. Bolsonaro parabenizou o novo presidente dos Estados Unidos em 15 de dezembro de 2020, pouco mais de um mês após o resultado do pleito. 

Na época, o presidente Bolsonaro encampou o discurso de apoiadores do ex-presidente Donald Trump sobre fraudes nas eleições americanas e chegou ele próprio a declarar, sem apresentar provas, que o pleito presidencial nos Estados Unidos havia sido fraudado.

Em meio à crise que culminou na invasão do Capitólio por manifestantes pró-Trump, Bolsonaro disse que o mesmo poderia acontecer no Brasil se o voto impresso não fosse adotado nas eleições de 2022.

Desde então, o presidente se distanciou das relações diplomáticas estreitas com o governo dos Estados Unidos. Poucos dias após Biden ser eleito, Bolsonaro ameaçou usar “pólvora” caso a diplomacia se esgotasse.

“Assistimos há pouco um grande candidato à chefia de estado dizer que se não apagar o fogo da Amazônia, vai levantar barreira comercial contra o Brasil”, disse Bolsonaro, em novembro de 2020. “Apenas diplomacia não dá. Quando acabar a saliva, tem que ter pólvora. Senão não funciona”.

Ainda segundo a nota da Secom, “o presidente Biden sublinhou que não há limites para o que o Brasil e os EUA podem conquistar juntos”. O informe finaliza dizendo que “Biden salientou que seu governo está pronto para trabalhar em estreita colaboração com o Governo brasileiro neste novo capítulo da relação bilateral”. 

CNN

Achados em Israel novos fragmentos de pergaminhos do Mar Morto

Fragmentos de pergaminho: texto em grego, com apenas a palavra “Deus” em hebraico. Crédito: Israel Antiquities Authority

Uma operação de defesa do patrimônio arqueológico no deserto da Judeia contra a ação de ladrões de antiguidades, iniciada em 2017, levou a uma das descobertas mais espetaculares dos últimos tempos. Arqueólogos israelenses desenterraram duas dúzias de fragmentos de pergaminhos do Mar Morto em uma gruta denominada “Caverna do Horror”, noticiaram a BBC News, o jornal “The Guardian” e vários outros órgãos internacionais. Essa é a primeira descoberta de tais textos religiosos judaicos em mais de meio século.

“Pela primeira vez em aproximadamente 60 anos, as escavações arqueológicas revelaram fragmentos de um pergaminho bíblico”, disse a Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA) em um comunicado.

A Caverna do Horror é referência arqueológica desde 1961. Naquele ano, fragmentos semelhantes aos encontrados agora e cerca de 40 esqueletos foram descobertos no local. Localizada a cerca de 80 metros abaixo do topo de um penhasco, a caverna é praticamente inacessível. Ela só poderia ser alcançada por equipes que descessem de rapel.

Moedas do período da revolta judaica contra Roma no século 2 d.C. também estão entre os achados. Crédito: Israel Antiquities Authority
Textos em grego

Os pedaços de pergaminho encontrados foram escritos em grego. Esse idioma foi adotado na região após a conquista da Judeia por Alexandre Magno no século 4 a.C. Apenas o nome de Deus aparece em hebraico. Nos fragmentos constam versículos dos livros de Zacarias e Naum, que fazem parte dos escritos conhecidos como Livros dos Doze Profetas Menores. São os 12 últimos livros proféticos do Antigo Testamento da Bíblia.

Um fragmento encontrado diz: “Estas são as coisas que vocês devem fazer: falar a verdade uns aos outros, fazer justiça verdadeira e perfeita em seus portões”.

Segundo os arqueólogos, o pergaminho pertenceria a rebeldes judeus. Eles teriam se instalado no local entre 130 e 136 d.C., após a fracassada revolta de Bar Kochba contra os dominadores romanos.

A cesta encontrada: provavelmente a peça do gênero intacta mais antiga já descoberta. Crédito: Israel Antiquities Authority

Na caverna também foram descobertos moedas raras do período da revolta judaica, um esqueleto mumificado de uma criança de 6 mil anos e uma grande cesta intacta datada de cerca de 10.500 anos atrás. “Pelo que sabemos, esta é a cesta mais antiga do mundo a ser encontrada completamente intacta e sua importância é, portanto, imensa”, disse o IAA.

Segundo o diretor da IAA, Israel Hasson, todas essas relíquias são “de valor incomensurável para a humanidade”.

Revista Planete

ONU: 931 milhões de toneladas de alimentos foram para o lixo em 2019

Discursos Vários Políticos: Há menos fome no mundo?
Foto da Internet

Cerca de 931 milhões de toneladas de alimentos – 17% do total disponível aos consumidores em 2019 – foram para o lixo de residências, do comércio varejista, de restaurantes e de outros serviços alimentares, segundo pesquisa da Organização das Nações Unidas (ONU). O montante equivale a 23 milhões de caminhões de 40 toneladas carregados, o que, segundo a entidade, seria suficiente para circundar a Terra sete vezes.

O Índice de Desperdício de Alimentos 2021, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e da organização parceira WRAP, do Reino Unido, divulgado esta semana, analisa sobras alimentares em pontos de venda, restaurantes e residências – considerando partes comestíveis e não comestíveis, como ossos e conchas.

Foram observadas, ao todo, 152 unidades em 54 países. De acordo com o documento, o desperdício de alimentos é um problema global e não apenas de países desenvolvidos. As perdas de alimentos foram substanciais em quase todas as nações onde o desperdício foi medido, independentemente do nível de renda.

A maior parte desse desperdício, segundo o relatório, tem origem em residências – 11% do total de alimentos disponíveis para consumo são descartados nos lares. Já os serviços alimentares e os estabelecimentos de varejo desperdiçam 5% e 2%, respectivamente.

Em termos globais per capita, 121 quilos de alimentos são desperdiçados por consumidor a cada ano. Desse total, 74 quilos são descartados no ambiente doméstico. O desperdício tem impactos ambientais, sociais e econômicos significativos, assinala o relatório. Entre 8% e 10% das emissões globais de gases de efeito estufa, por exemplo, estão associadas a alimentos não consumidos, considerando as perdas em toda a cadeia alimentar.

Mudança climática

A diretora-executiva do Pnuma, Inger Andersen, avalia que a redução do desperdício de alimentos ajudaria a reduzir as emissões de gases de efeito estufa, retardaria a destruição da natureza, aumentaria a disponibilidade de comida e, assim, reduziria a fome, além de contribuir para economizar dinheiro em um momento de recessão global.

“Se quisermos levar a sério o combate à mudança climática, à perda da natureza e da biodiversidade, à poluição e ao desperdício, empresas, governos e cidadãos de todo o mundo devem fazer a sua parte para reduzir o desperdício de alimentos”, disse, ao destacar que a Cúpula de Sistemas Alimentares da ONU deste ano será uma oportunidade de lançar “novas e ousadas” ações para enfrentar o desperdício alimentar.

Segundo a ONU, o total de 690 milhões de pessoas afetadas pela fome ao longo de 2019 deverá crescer de maneira acentuada por conta da pandemia de covid-19. Além dessa parcela da população global, existem também, de acordo com a entidade, 3 bilhões de pessoas incapazes de custear uma dieta saudável.

Uma das sugestões apontadas no relatório é que os países incluam o desperdício de alimentos nas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs, na sigla em inglês) no âmbito do Acordo de Paris, enquanto fortalecem a segurança alimentar e reduzem os custos para as famílias. O documento também defende a prevenção do desperdício de alimentos como uma área primária a ser incluída nas estratégias de recuperação da covid-19.

Cerca de 14 países já possuem dados sobre o desperdício doméstico de alimentos coletados de forma compatível com o índice do Pnuma. Outros 38 países têm dados sobre desperdício doméstico que, com pequenas mudanças na metodologia, cobertura geográfica ou tamanho da amostra, permitiriam a criação de uma estimativa compatível. (ABr)

DIÁRIO DO PODER

Covid-19: Israel confirma vacinação de palestinos com permissão de trabalho

VAcina contra Covid-19
AAutoridade Palestina espera receber quase 2 milhões de doses de vários fabricantes / Foto: Brendan Smialowski / AFP

Israel confirmou neste domingo (28) que vacinará os palestinos da Cisjordânia que têm permissão para trabalhar nos assentamentos judeus nos territórios ocupados e em Israel.

A unidade militar israelense responsável pelos temas civis nos Territórios Palestinos afirmou em um comunicado que existe aprovação política para vacinar “os trabalhadores palestinos com permissão de trabalho” em Israel.

As campanhas de vacinação, que começarão nos próximos dias, acontecerão nas passagens de fronteira entre Israel e Cisjordânia, assim como dentro das colônias.

A Autoridade Palestina afirmou na semana passada que havia alcançado um acordo com Israel para a vacinação de 100 mil trabalhadores palestinos.

Israel, que está entre os países mais avançados na vacinação, recebeu apelos da comunidade internacional para garantir a imunização de todos os palestinos na Cisjordânia ocupada e em Gaza.

A Autoridade Palestina espera receber quase 2 milhões de doses de vários fabricantes, além das doses do programa Covax, respaldado pela ONU e criado para ajudar as nações mais pobres a adquirir vacinas.

O Tempo

OMS condena o lockdown: não salva vidas e faz os pobres muito mais pobres

O que o diretor da OMS disse sobre os efeitos do lockdown para pobres
Foto da Internt

O Dr. David Nabarro, da OMS, apelou aos governantes para pararem de “usar lockdown como seu método de controle primário” do vírus da Covid. “Os lockdowns tem apenas uma consequência que você nunca deve menosprezar: torna os pobres muito mais pobres”.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou os líderes contra confiar nos lockdowns para combater os surtos – após ter dito anteriormente que os países deveriam ter cuidado com a rapidez com que reabrem.

O Dr. David Nabarro, ex-candidato do Reino Unido para chefiar a OMS e atual Enviado Especial para Covid-19 da organização, disse que tais medidas restritivas devem ser tratadas apenas como último recurso,

Em entrevista à Andrew Neil, da revista britânica The Spectator, Nabarro afirmou que a única coisa que os lockdowns conseguiram foi pobreza – sem nenhuma menção ao potencial de vidas salvas.

“Nós, na Organização Mundial da Saúde, não defendemos os lockdowns como o principal meio de controle desse vírus”, disse o Dr. Nabarro.

“A única vez em que acreditamos que um lockdown se justifica é para ganhar tempo para reorganizar, reagrupar, reequilibrar seus recursos, proteger seus profissionais de saúde que estão exaustos, mas, em geral, preferimos não fazer isso”, disse o Enviado Especial da OMS.

No mês passado, Nabarro disse aos parlamentares do Comitê de Relações Exteriores do Reino Unido que “medidas de contenção” levariam a “grandes aumentos na pobreza, fome, desemprego e assim por diante”. Agora ele alertou a The Spectator para “uma catástrofe global horrível” que está se desenrolando.

Nabarro disse que há danos significativos causados por lockdowns rígidos, com impacto global devastador nos níveis de pobreza, especialmente nas economias mais pobres que estão sendo afetadas indiretamente.

“Basta olhar para o que aconteceu com a indústria do turismo no Caribe, por exemplo, ou no Pacífico porque as pessoas não estão tirando férias”, disse.

“Veja o que aconteceu com os pequenos agricultores em todo o mundo. … Veja o que está acontecendo com os níveis de pobreza. Parece que podemos muito bem ter uma duplicação da pobreza mundial no próximo ano. Podemos muito bem ter pelo menos o dobro da desnutrição infantil”, destacou Nabarro.

O contexto nos países pobres é muito diferente das nações mais ricas, pois pode levar à fome.

“A ONU chama de ‘catástrofe humanitária global’, com mais de 130 milhões de pessoas em risco de passar fome este ano, a maior tragédia da pandemia: como a corrida para o lockdown desencadeou um desastre épico causado pelo homem que leva a milhões de mortes desnecessárias?”, questiona Ian Birrell, da publicação britânica iNews.

Anteriormente, a agência da ONU tinha recomendado o lockdown e se posicionado contra a suspensão das restrições durante a primeira onda do vírus da Covid-19.

O Diretor-Geral da OMS Tedros Adhanom Ghebreyesus, não conseguia parar de elogiar a resposta draconiana da China no início desta pandemia e alertou repetidamente contra o levantamento dos lockdowns muito cedo.

“A última coisa que qualquer país precisa é abrir escolas e empresas, apenas para ser forçado a fechá-los novamente por causa de um ressurgimento”, dizia Tedros.

“Precisamos chegar a uma situação sustentável em que tenhamos controle adequado deste vírus sem suspender inteiramente nossas vidas, ou cambalear de um lockdown para outro – o que tem um impacto extremamente prejudicial para as sociedades”, reconheceu o chefe da OMS.

Nabarro está defendendo uma nova abordagem para conter o vírus SARS-CoV-2.

“Realmente apelamos a todos os líderes mundiais: pare de usar o lockdown como seu método de controle primário. Desenvolva sistemas melhores para fazer isso. Trabalhem juntos e aprendam uns com os outros”.

“No final, o governo tem que assumir a responsabilidade por equilibrar o que pode ser visto como uma compensação entre a saúde e a economia”.

“Nossa linha é dizer que seja temporário”, seja o que for necessário fazer, porque “esse vírus vai estar por aí por muito tempo”. É preciso descobrir como “manter a economia funcionando e manter o número de casos baixo”, disse o Dr. Nabarro.

No domingo passado (4), Nabarro disse ao Financial Times que lidar com a crise do coronavírus no Reino Unido “não será o caso de todos serem vacinados”.

“Haverá uma análise definitiva de quem é a prioridade da vacina, com base em onde moram, sua ocupação e sua faixa etária”, disse Nabarro. “Não estamos fundamentalmente usando a vacina para criar imunidade da população, estamos apenas mudando a probabilidade das pessoas serem lesionadas ou sofrerem”.

É amplamente aceito que qualquer vacina contra a Covid-19 apenas limitará os danos causados pela doença, não prevenindo a transmissão do vírus.

O primeiro lockdown

A primeira decretação de lockdown ocorreu em Wuhan, China, após protestos de populares insatisfeitos com a condução do surto pelas autoridades públicas. Para preservar o regime, os dirigentes do Partido Comunista da China (PCC) substituiram os governantes da cidade e da província, em 13 de fevereiro de 2020, e foi instituído imediatamente lockdown total, com características de estado de sítio e de prisão domiciliar da população, enquanto o departamento de publicidade do PCC enviava mais de 300 repórteres a Wuhan para “fornecer forte apoio à opinião pública”. Não eram apenas vidas e a economia que estavam ameaçadas pela Covid-19. A crise de saúde pública da China poderia abalar a confiança do povo no sistema de governo centralizado e autoritário. O Presidente Xi Jinping disse na época que o  governo precisava intensificar a propaganda e fortalecer o controle da mídia on-line para manter a estabilidade social em meio à crise, reportou a agência de notícias estatal Xinhua.

Com informações da The Spectator, New York Post, iNews, The Financial Times, Xinhua

Tratamento da China aos uigures é genocídio, confirma Parlamento da Holanda

Protesto contra a repressão do governo chinês contra a população uigur, em frente à Embaixada da China em Berlim, Alemanha, 23 de janeiro de 2021 [Abdulhamid Hoşbaş/Agência Anadolu]
Protesto contra a repressão do governo chinês contra a população uigur, em frente à Embaixada da China em Berlim, Alemanha, 23 de janeiro de 2021 [Abdulhamid Hoşbaş/Agência Anadolu]

O Parlamento da Holanda declarou ontem (25) que o tratamento da minoria islâmica uigur pelo governo da China equivale a genocídio, em moção não-vinculativa, reportou a Reuters.

“Um genocídio contra a minoria uigur ocorre na China”, alertou a moção europeia.

Trata-se do primeiro movimento do tipo conduzido por um país europeu sobre a questão dos muçulmanos uigures. Ativistas de direitos humanos enalteceram a medida.

Salih Hudayar, fundador do Movimento Despertar Nacional do Turquestão Oriental, com sede em Washington, declarou no Twitter: “Após Canadá e Estados Unidos, o parlamento holandês aprovou uma moção para reconhecer como genocídio as atrocidades da China contra os uigures e outros povos turcomanos no Turquestão Oriental”.

‘Obrigado Holanda! Esperamos que outros países sigam a deixa’, afirma Salih Hudayar, ativista uigur

A região chinesa de Xinjiang – ou Turquestão Oriental – abriga dez milhões de uigures, grupo islâmico turcomano que equivale a 45% da população local. Representantes da minoria étnica acusam as autoridades chinesas de discriminação econômica, religiosa e cultural.

A China aumentou as restrições sobre a região nos últimos dois anos, ao proibir homens de deixar crescer a barba e mulheres de vestir véu, além de introduzir o que muitos especialistas descrevem como maior programa de vigilância eletrônica do mundo.

Cerca de um milhão de pessoas, isto é, 7% da população islâmica de Xinjiang, foram encarceradas em uma expansiva rede de campos de “reeducação política”, segundo denúncias de oficiais dos Estados Unidos e especialistas da ONU.

Em relatório de 2018, a organização internacional Human Rights Watch (HRW) detalhou a campanha do governo chinês de “detenção arbitrária, tortura, doutrinação política à força e vigilância em massa contra os muçulmanos de Xinjiang”.

A China continua a negar acusações referentes aos campos de detenção na região autônoma, no noroeste do país, e insiste na terminologia de “reeducação” destinada ao povo uigur.

LEIA: Embaixada da China em Bagdá responde a acusações dos EUA de abusos de direitos humanos

Profissionais do sexo protestam na Holanda por fechamento de bordéis

A crise no prostíbulo do Bairro da Luz Vermelha de Amsterdã
Foto da Internet

Profissionais do sexo na Holanda alertaram nesta quinta-feira (25/2) que organizarão um protesto para denunciar o fechamento contínuo de bordéis, enquanto vários restaurantes e cafés planejam reabrir sem autorização.

O primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, anunciou nessa terça-feira (23/2) que algumas das medidas para combater a pandemia da COVID-19 serão mantidas, incluindo um toque de recolher e o fechamento de bares, cafés e restaurantes.Continua depois da publicidade

No entanto, decretou uma flexibilização para a maioria das chamadas profissões de contato, com a reabertura dos salões de beleza e massagem a partir de 3 de março.

Segundo Rutte, as profissionais do sexo não podem retomar o seu trabalho (o qual podem exercer desde dezembro) devido “à especificidade do trabalho, que envolve o contato muito próximo e a possibilidade de transmissão do vírus”.

Protocolo

As profissionais do sexo, cujo trabalho foi legalizado na Holanda desde 2000, têm previsto se reunir em frente ao Parlamento para protestar.Continue sempre bem informado.Assine o Estado de Minas

“Vamos protestar porque somos a única profissão de contato que está excluída da flexibilização das medidas governamentais”, afirmou Moira Mona, uma das organizadoras da manifestação.

“Temos um protocolo de higiene rígido e sabemos, talvez melhor do que ninguém, como prevenir a transmissão do vírus”, explicou à AFP.

Em

Trump é absolvido por senadores em segundo processo de impeachment

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Foto da Internet

O ex-presidente dos Estados UnidosDonald Trump, foi absolvido neste sábado (13) pelos senadores no processo de impeachment movido contra ele. A votação terminou em 57 votos a favor do impeachment x 43 contra o processo.

A absolvição já era esperada, já que, para ser aprovado, o pedido de destituição tardia precisava contar com o voto de pelo menos 17 republicanos, além dos 50 democratas — uma maioria de dois terços era necessária para condenar o ex-presidente.

Neste sábado, a acusação quis chamar a representante republicana Jaime Herrera Beutler para depor, o que adiaria a votação em alguns dias, mas desistiu da convocação em negociação com a defesa.

Em comunicado após o anúncio da absolvição, Trump prometeu “continuar” a defender “a grandeza dos Estados Unidos”.

“Nosso movimento magnífico, histórico e patriótico, Make America Great Again (Faça a América Grande Novamente), acaba de começar”, disse Trump em um comunicado.

“Nos próximos meses, terei muito a compartilhar com vocês e espero continuar nossa incrível aventura pela grandeza da América” (Estados Unidos), acrescentou.

G1RN

Em teste ao governo Biden, China move aviões de guerra para perto de Taiwan

O porta-aviões USS Theodore Roosevelt transita no Oceano Pacífico
O porta-aviões USS Theodore Roosevelt transita no Oceano Pacífico em 15 de janeiro de 2021. O transportador bélico foi implantado no Mar da China Meridional no fim de semana em um compromisso dos EUA com a “liberdade dos mares”, disse a Marinha do Pa
Foto: Marinha dos EUA / Casey Scoular

China despachou duas grandes frotas de aviões de guerra para perto de Taiwan no fim de semana, apresentando um desafio de política externa significativo para o novo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, apenas alguns dias após o início de seu governo.

O Ministério da Defesa de Taiwan disse que 13 aviões chineses entraram na porção sudoeste da zona de identificação de defesa aérea da ilha (ADIZ) no sábado, seguidos por 15 no domingo, o que levou Taipei a tomar medidas defensivas, incluindo a utilização de caças de combate para monitorar os voos chineses.

De acordo com o Ministério da Defesa de Taiwan, aviões militares chineses fizeram mais de 380 voos para a zona de identificação de defesa aérea da ilha no ano passado.

China despachou duas grandes frotas de aviões de guerra para perto de Taiwan no fim de semana, apresentando um desafio de política externa significativo para o novo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, apenas alguns dias após o início de seu governo.

O Ministério da Defesa de Taiwan disse que 13 aviões chineses entraram na porção sudoeste da zona de identificação de defesa aérea da ilha (ADIZ) no sábado, seguidos por 15 no domingo, o que levou Taipei a tomar medidas defensivas, incluindo a utilização de caças de combate para monitorar os voos chineses.

De acordo com o Ministério da Defesa de Taiwan, aviões militares chineses fizeram mais de 380 voos para a zona de identificação de defesa aérea da ilha no ano passado.

CNN

Governo Biden critica sanções da China a funcionários do governo Trump e pede união dos dois partidos americanos para fortalecer o EUA

Joe Biden: The President | The White House
Governo Biden não tolerar ataque da China aos americanos / Foto da Internet

A decisão da China de punir ex-funcionários do governo Trump foi “improdutiva e cínica”, disse a porta-voz do Conselho Nacional de Segurança do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, na quarta-feira, exortando norte-americanos dos dois partidos a repudiarem a ação.

Aproximadamente no momento em que Biden tomava posse, também na quarta-feira, a China anunciou sanções contra o “mentiroso e trapaceiro” secretário de Estado de saída, Mike Pompeo, e 27 outras autoridades de alto escalão do ex-presidente Donald Trump, um repúdio agressivo de sua relação com Washington sob o comando de Trump.

O Ministério das Relações Exteriores chinês disse que Pompeo e os outros “planejaram, promoveram e executaram” medidas que interferiram com seus assuntos internos.

A chancelaria proibiu a entrada dos ex-funcionários e de familiares imediatos na China e restringiu os negócios de empresas relacionadas a eles no país.

“Impor estas sanções no Dia da Posse, aparentemente, é uma tentativa de atiçar as divisões partidárias”, disse a porta-voz do Conselho Nacional de Segurança de Biden, Emily Horne, em um comunicado à Reuters.

“Americanos dos dois partidos deveriam criticar esta medida improdutiva e cínica. O presidente Biden espera trabalhar com líderes dos dois partidos para posicionar a América de forma a superar a China”, disse Horne.

Na terça-feira, Pompeo disse que a China cometeu “genocídio e crimes contra a humanidade” contra uigures muçulmanos. Seu sucessor, Antony Blinken, disse no mesmo dia que concorda com a avaliação.

Money Times

Quem é Joe Biden, novo presidente eleito dos EUA

Joe Biden com bandeira americana ao fundo
Com 78 anos na data da posse, Joe Biden será o presidente americano a assumir o cargo com idade mais avançada

Quatro anos depois de deixar a Casa Branca, Joe Biden voltará à sede do governo dos Estados Unidos. Mas, desta vez, será ele quem liderará o país.

Ele derrotou o atual presidente, Donald Trump, em uma eleição acirrada e atípica, realizada em meio à pandemia do novo coronavírus.

Com a apuração praticamente concluída na maioria dos Estados-chave, Biden conseguiu alcançar 273 dos 538 votos do Colégio Eleitoral, segundo projeção da BBC.

O democrata obteve vitórias importantes em Estados como Wisconsin, Michigan e Pensilvânia, que haviam sido conquistados pelo Partido Republicano nas eleições de 2016.

BBC