Category: Educação

Enem 2020: Inep registra abstenção de quase 47% dos candidatos no RN

ENEM 2020 - Natal, 17/01/2021 - Candidatos na entrada do maior local de prova na capital, na avenida Roberto Freire, em Capim Macio, na Zona Sul.  — Foto: Julianne Barreto/Inter TV Cabugi
ENEM 2020 – Natal, 17/01/2021 – Candidatos na entrada do maior local de prova na capital, na avenida Roberto Freire, em Capim Macio, na Zona Sul. — Foto: Julianne Barreto/Inter TV Cabugi

Quase metade dos inscritos para as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não compareceram ao primeiro dia de provas neste domingo (17) no Rio Grande do Norte, de acordo com dados preliminares divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela prova.

Dos mais de 129,1 mil inscritos no estado, houve abstenção de de 60.505 (46,9%). Já o número de candidatos que foram aos locais de prova chegou a 68.597. Em 2019, as abstenções tinham representado 20,5%.

Ao todo, a prova contou com 4.622 salas distribuídas em 361 locais de votação em 40 municípios potiguares. O número foi maior que o de 2019, quando o estado contou com 236 locais e provas e 3.281. Segundo o Inep, entre as medidas de prevenção à Covid-19, estava a redução do número de pessoas por sala de aula.

O índice de abstenção do estado ainda ficou abaixo do percentual total do país, que foi de 51,5%. Embora seja preliminar, o número já indica o maior percentual de abstenção em toda a história do Enem. O maior índice havia sido registrado em 2009, com 37,7%. Em 2019, o índice do primeiro dia ficou próximo a 23%.

Neste primeiro domingo de provas, a aplicação teve 5 horas e 30 minutos de duração, das 13h30 até às 19h, com questões de ciências humanas (45), linguagens e códigos (45 questões, sendo 5 de língua estrangeira) e redação.

No Rio Grande do Norte, estudantes que foram aos locais de prova afirmaram que estavam temerosos em relação à possibilidade de contaminação pelo novo coronavírus.

Em pelo menos quatro estados, estudantes foram barrados de fazer o Enem por causa de lotação das salas de prova e informados que teriam que participar de reaplicação de provas.

Durante pandemia, Enem realiza 1º dia de provas para mais de 129 mil pessoas no RN

ENEM 2019 em um dos principais locais de prova em Natal. (Arquivo) — Foto: Gabriela Fernandes/Inter TV Cabugi
ENEM 2019 em um dos principais locais de prova em Natal. (Arquivo) — Foto: Gabriela Fernandes/Inter TV Cabugi

Mais de 129 mil estudantes potiguares são esperados para o primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020, neste domingo (17), na primeira edição realizada em meio a uma pandemia. Os portões dos locais de prova abrem às 11h30 – meia hora mais cedo que o tradicional, para evitar aglomerações – e fecha às 13h.

Neste primeiro domingo de provas, a aplicação terá 5 horas e 30 minutos de duração. Vai começar às 13h30 e segue até às 19h, com questões de ciências humanas (45), linguagens e códigos (45 questões, sendo 5 de língua estrangeira) e redação. O desafio é maior para alunos de escolas públicas que não tiveram aulas durante o ano inteiro, devido à Covid-19.

Ao todo, o estado teve 129.101 inscritos. O número cresceu cerca de 8,2% em relação ao ano passado, quando se inscreveram 119.324 pessoas – são 9,7 mil pessoas a mais. As provas são aplicadas em 40 cidades potiguares.

Somente Natal terá aplicação de provas para 42.456 pessoas, ou 32% dos candidatos do RN. Depois da capital, os municípios com mais pessoas inscritas para o Enem são Mossoró (15.255), Parnamirim (7.176), Caicó (4.917) e Pau dos Ferros (4.456).

Embora o Inep afirme que a capacidade das salas será reduzida pela metade, como medida de prevenção à covid-19, o órgão não informou ao G1 quantas salas foram disponibilizadas neste ano no Rio Grande do Norte, informando que os dados sobre logística só serão divulgados após a prova. No Enem 2019, o estado contou 3.281 salas de provas distribuídas em 236 locais.

A prefeitura de Natal anunciou que aumentou o número de ônibus circulando neste domingo (17), para atender à demanda. Já a Polícia Militar informou que reforça a segurança em todo o estado com 1.800 policiais militares atuando na segurança da prova.

Protocolo contra a Covid-19, segundo Inep

  • Uso obrigatório de máscaras para candidatos e aplicadores;
  • Disponibilização de álcool em gel nos locais de prova e nas salas (a quantidade total só será conhecida após a aplicação do exame);
  • Recomendação de distanciamento social no deslocamento até as salas de provas
  • Identificação de candidatos do lado de fora das salas, para evitar aglomeração – haverá marcações no piso para ter distanciamento, caso haja fila
  • Contratação de um número maior de salas: na edição de 2019 foram 140 mil locais de aplicação; agora serão 200 mil no país.
  • Salas de provas com cerca de 50% da capacidade máxima
  • Candidatos idosos, gestantes e lactantes ficarão em salas com 25% da capacidade máxima
  • Higienização das salas de aulas, antes e depois do exame

Faixa etária dos candidatos potiguares

  • Menor de 16 anos – 213
  • 16 anos – 1.834
  • 17 anos – 6.763
  • 18 anos – 14.312
  • 19 anos – 14.881
  • 20 anos – 12.277
  • De 21 a 30 anos – 53.342
  • De 31 a 59 anos – 25.100
  • 60 anos ou mais – 379

Estudantes de escolas públicas do RN enfrentam provas do Enem após 10 meses sem aulas presenciais

Pesquisa realizada em junho apontava que, dos jovens que pretendiam fazer o Enem, quase a metade havia pensado em desistir da prova — Foto: Mariana Leal/MEC
Pesquisa realizada em junho apontava que, dos jovens que pretendiam fazer o Enem, quase a metade havia pensado em desistir da prova — Foto: Mariana Leal/MEC

A estudante Luana Félix, de 19 anos, vai fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) neste ano na tentativa de cursar medicina. Aluna da Escola Estadual José Fernandes Machado, no bairro Ponta Negra, Zona Sul de Natal, ela – assim como toda a turma – vai precisar encarar a prova e a concorrência a partir do próximo domingo (17) sem ter assistido uma aula presencial sequer desde o mês de março, por conta da pandemia da Covid-19.

“Com toda certeza nós não vamos ter a mesma chance. Não tivemos a base que os alunos que tiveram aula esse ano têm para realizar a prova”, lamentou.

A realidade dela e dos colegas de sala é também a de milhares de estudantes da rede pública do Rio Grande do Norte, que viram as aulas presenciais serem canceladas no dia 17 de março – há cerca de 10 meses.

Sem condições de investir em algum cursinho particular ou em outra forma de ensino, Luana precisou se virar como deu para estudar. A solução foi a internet – plataforma que ela mesmo admite que muitos estudantes sequer têm acesso.

“Eu me preparei da maneira que eu consegui, em meio a todos os acontecimentos. Não tenho condições de bancar um cursinho, então estudei por conta própria, procurando apostilas na internet”, disse.

“Acredito que nem todos tem esse acesso e que esse Enem vai ser mais desigual do que os outros”.

A estudante acredita que um dos principais problemas, para os alunos da rede estadual, foi a demora para definir como as aulas aconteceriam durante a pandemia. A escola em que ela estuda, por exemplo, não teve sequer aulas virtuais, apenas atividades que eram enviadas por um sistema on-line e que, segundo ela, “nem todos tinham acesso”.

“Meses depois é que foram enviar as atividades. Foram muitas atividades”, contou Luana, explicando que era líder da turma e repassava os exercícios aos demais alunos, que também se veem em uma situação delicada para fazer o Enem.

Estudante potiguar Luana Félix vai prestar o Enem 2020. Ela cita desigualdade e risco de contaminação pela Covid-19 — Foto: Cedida

Estudante potiguar Luana Félix vai prestar o Enem 2020. Ela cita desigualdade e risco de contaminação pela Covid-19 — Foto: Cedida

“A dificuldade não estava só em não ter acesso aos conteúdos, mas também em compreender a matéria. Nem todos tinham tempo e estrutura para realizar as atividades. No grupo da minha turma, eu ajudei da maneira que eu pude. Pedia ajuda dos professores que eu tinha o contato, mas mesmo assim foi e está sendo muito complicado”, falou.

Segundo a Secretaria da Educação da Cultura, do Esporte e do Lazer (SEEC), menos de 10% das escolas estaduais não realizaram, em 2020, atividades não presenciais no período da pandemia.

“A SEEC buscou disponibilizar diversas ferramentas para que eles continuassem com o processo de ensino aprendizagem, seja pela internet, com materiais impressos ou aulas na TV aberta. Em algumas regiões, até aulas pelo rádio foram ministradas”, disse em nota.

A secretaria disse que as atividades são consideradas as aulas, já que para cada atividade o professor preparou uma aula e inseriu no Sistema Integrado de Gestão da Educação (Sigeduc).

A estudante Letícia Gabrielly, de 19 anos, do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), está em situação semelhante: ela também não teve nenhuma aula presencial desde março.

A situação das duas alunas é distinta dos estudantes das escolas particulares, que tiveram o retorno gradativo das atividades a partir de setembro. Muitos deles também contaram com um cronograma organizado de aulas on-line.

Diferente de Luana, no entanto, Letícia teve acesso às aulas virtuais, mas apenas por volta dos meses de agosto e setembro – pelo menos cinco meses depois da suspensão das aulas.

Para tentar não ficar para trás no conteúdo que será cobrado nas provas do Enem, ela também tentou estudar por conta própria – em casa e sem auxílio – durante esse período. E o principal recurso foi a internet.

 Letícia Gabrielly, estudante potiguar também vai prestar Enem neste ano — Foto: Cedida

Letícia Gabrielly, estudante potiguar também vai prestar Enem neste ano — Foto: Cedida

“Devido à situação atual, sem aulas presenciais e com as aulas remotas totalmente diferentes do que eu era acostumada, eu tive que optar por estudar sozinha. Comecei a procurar assuntos específicos em vídeos na internet e fazer anotações”, disse.

Letícia vai tentar aprovação em algum curso da área de saúde, que ainda não definiu, no Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Mas é outra que vê suas chances menores diante de parte da concorrência nesse momento.

“Eu acredito que a minha chance de ser aprovada nos cursos que eu quero caiu muito, pois além de ter que me adaptar para as aulas remotas, ainda tem a preocupação de como o mundo se encontra diante do caos que esse vírus está causando”.

As duas estudantes dizem algo em comum: que o Enem não deveria acontecer neste momento. Além de apontar o cenário de desigualdade, elas ainda reforçam o risco de contaminação pela Covid-19 durante o exame.

“O Enem deveria ser adiado. Não concordo em ser feito agora, porque não coloca em risco só os adolescentes, mas também os familiares. Vamos passar de cinco a seis horas numa sala fechada, fora os que vão passar todo esse tempo em escolas que não tem um ventilador funcionando. Acho irresponsabilidade”, diz Luana

“Vamos pegar ônibus lotados, filas para entrar e voltar para nossas casas sem saber se estamos infectando nossa família. Além de desigual, vai ser arriscado”, completa.

Letícia cita que a prioridade neste momento deveria ser preservar vidas.

“Eu acho uma falta de noção e de empatia, nós, estudantes, termos que fazer essa prova estando suscetíveis a uma contaminação de um vírus que já matou mais de 1 milhão de pessoas no mundo inteiro. A preocupação agora deveria ser preservar a vida de todos”, falou.

“O certo seria evitar aglomeração e incentivar as pessoas a ficarem em casa e não submeter os estudantes a um grande risco de contaminação”.

G1 consultou o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) sobre quantos locais e quantas salas seriam usadas na aplicação das provas do Enem neste ano. O instituto respondeu que “os dados de logística para aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 serão disponibilizados pelo Inep após a aplicação do exame”.

Escola Estadual José Fernandes Machado, em Ponta Negra — Foto: Google Street View

Escola Estadual José Fernandes Machado, em Ponta Negra — Foto: Google Street View

Enquanto as escolas privadas tiveram o retorno gradativo e híbrido iniciado por volta de setembro no estado, a rede pública de educação está se preparando para o retorno das aulas presenciais no mês de fevereiro no Rio Grande do Norte.

As escolas estaduais voltam no dia 1º de fevereiro, enquanto as municipais têm previsão para um dia depois, no dia 2. Ambas vão finalizar primeiro o ano letivo 2020 nos primeiros meses de retorno.

G1RN

SEM ADIAMENTO: ENEM acontecerá nas datas marcadas

Foto da Internet

A Justiça Federal negou, nesta terça-feira (12/1), o pedido de adiamento das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A solicitação foi feita na última sexta-feira (8/1), pela Defensoria Pública da União e pelo Ministério Público Federal.

Na ação, o defensor João Paulo Dorini alegava que o recente pico de infecções por Covid-19 era um risco aos estudantes.

“Temos agora uma prova agendada exatamente no pico da segunda onda de infecções, sem que haja clareza sobre as providências adotadas para evitar a contaminação dos participantes da prova, estudantes e funcionários que a aplicarão”, assinalou Dorini.
Em decisão divulgada durante a manhã desta terça, a Justiça afirmou que as medidas de segurança contra a Covid-19, anunciadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), são suficientes para garantir a segurança dos participantes durante as provas.

Portanto, as datas seguem as mesmas: 17 e 24 de janeiro para as provas impressas e 31 de janeiro e 7 de fevereiro para o exame digital. Aproximadamente 5,78 milhões de pessoas confirmaram a participação no Enem.

Medidas de biossegurança:


O Inep respondeu à Justiça alegando que tomou uma série de medidas para evitar a contaminação dos participantes, garantindo que a aplicação será “perfeitamente possível e segura para todos os envolvidos”. Entre as ações, estão o distanciamento social, a redução da capacidade máxima das salas, a higienização dos ambientes e a exigência de máscaras de proteção facial.

Na decisão desta terça-feira, a Justiça entendeu que o Inep comprovou, por meio de documentos anexados à ação e publicados no site do instituto, “que há informações suficientes sobre as medidas de biossegurança para a realização da edição 2020 do Enem”.

“Há informações quanto à necessidade de utilização de máscaras que cubram o nariz e a boca, a obrigatoriedade de o candidato levar mais de uma máscara para a troca ao longo do dia, a orientação para higienização das mãos com álcool em gel antes de entrar na sala de provas, a disponibilização de álcool em gel nas salas de provas e nos banheiros, as regras para lanches, a necessidade de distanciamento entre os participantes e os procedimentos de ida ao banheiro e vistoria de materiais”, consta na decisão.

Além disso, foi observado que pessoas com sintomas da doença ou infectadas pela Covid-19 poderão fazer a prova em outras datas, e que o Inep investiu 25% a mais em recursos para a segurança, em relação ao Enem anterior. “Portanto, não há como acolher a alegação de falta de clareza quanto os procedimentos de biossegurança”, afirmou a Justiça.

IFRN lança editais com 3,7 mil vagas em 31 cursos técnicos para 2021; inscrições são gratuitas

IFRN - Instituto Federal do Rio Grande do Norte  — Foto: Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi
IFRN – Instituto Federal do Rio Grande do Norte — Foto: Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi

O Instituto Federal do Rio Grande do Norte lançou, nesta sexta-feira (11), três editais de seleção para cursos técnicos integrados, subsequentes e Educação de Jovens e Adultos para o ano de 2021. Ao todo, são ofertadas 3.756 vagas em 31 cursos da instituição. As inscrições começam na próxima terça-feira (15) e são gratuitas.

Os cursos são oferecidos em 20 campi do Instituto (ver abaixo). De acordo com o instituto, os processos seletivos do IFRN para 2021 terão formato diferente dos últimos anos. Isso porque o processo classificatório e eliminatório e o preenchimento das vagas serão realizados por meio de análise do histórico escolar dos candidatos que se inscreverem, com observâncias específicas em cada edital.

Também não será cobrada taxa para as inscrições, que deverão ser realizadas no Portal do Candidato, entre às 14h da próxima terça-feira (15) e 23h59min do dia 22 de janeiro.

Pandemia e análise de histórico escolar

Ainda de acordo com o IFRN, a alteração no formato dos processos seletivos e no Exame de Seleção foi provocada pela pandemia do novo coronavírus. O novo modelo foi baseado no adotado pelo Instituto Federal da Paraíba desde 2017.

“Em vista da segurança sanitária, que requer cuidados específicos, como evitar aglomerações para resguardar a saúde de estudantes, servidores, colaboradores e parceiros que se envolvem na realização dos processos seletivos, estamos convencidos que o ideal é não fazer provas presenciais como tradicionalmente o IFRN fazia”, disse Úrsula Brügge, coordenadora de Acesso Discente.

Em anos anteriores, o total de estudantes que fizeram a prova esteve próximo de 25 mil, segundo a instituição.

Processos seletivos

Para os cursos integrados – em que o estudantes fazem a formação técnica junto com o Ensino Médio – são oferecidas 3.248 vagas. O processo classificatório e eliminatório será realizado por meio de análise do histórico escolar do Ensino Fundamental dos candidatos inscritos, utilizando a média final das disciplinas de Língua Portuguesa e de Matemática nos dois anos.

Porém, de acordo com o instituto, estudantes que estejam matriculados no 8º ano do Ensino Fundamental no corrente ano não poderão concorrer às vagas ofertadas .

O preenchimento das 388 vagas para os Cursos Técnicos Subsequentes – voltados para quem já concluiu o Ensino Médio – também será através da análise do histórico escolar do Ensino Médio. Nesse caso, será utilizada a média final das disciplinas de Língua Portuguesa e de Matemática obtidas pelo candidato no último ano do Ensino Médio.

Com relação aos Cursos Técnicos Integrados Proeja, são 120 vagas ofertadas na modalidade Educação de Jovens e Adultos, com seleção baseada nas médias finais de Língua Portuguesa e Matemática no Ensino Fundamental.

Cursos Técnicos Integrados

Curso – Campus – número total de vagas

  • Administração – João Câmara, Lajes, Natal-Central e Nova Cruz – 184 vagas
  • Agroecologia – Ipanguaçu – 40 vagas
  • Agropecuária – Apodi – 72 vagas
  • Alimentos – Currais Novos e Pau dos Ferros – 188 vagas
  • Apicultura – Pau dos Ferros – 72 vagas
  • Comércio – Natal-Zona Norte – 36 vagas
  • Controle Ambiental – Natal-Central – 80 vagas
  • Edificações – Mossoró, Natal-Central, São Gonçalo do Amarante e São Paulo do Potengi – 268 vagas
  • Eletromecânica – Canguaretama – 40 vagas
  • Eletrônica – Natal-Zona Norte – 72 vagas
  • Eletrotécnica – Caicó, João Câmara, Mossoró e Natal-Central – 156 vagas
  • Equipamentos Biomédicos – Ceará-Mirim – 36 vagas
  • Eventos – Canguaretama – 40 vagas
  • Geologia – Natal-Central – 40 vagas
  • Informática – Apodi, Canguaretama, Ceará Mirim, Currais Novos, Ipanguaçu, João Câmara, Lajes, Macau, Mossoró, Nova Cruz, Parelhas, Parnamirim, Pau dos Ferros, Santa Cruz e São Gonçalo do Amarante – 680 vagas
  • Informática para Internet – Caicó, Natal-Central, Natal-Zona Norte e São Paulo do Potengi – 188 vagas
  • Lazer – Natal-Cidade Alta – 36 vagas
  • Logística – São Gonçalo do Amarante – 80 vagas
  • Manutenção e Suporte em Informática – Currais Novos e Natal-Central – 76 vagas
  • Mecânica – Mossoró, Natal-Central e Santa Cruz – 112 vagas
  • Mecatrônica – Parnamirim – 80 vagas
  • Meio Ambiente – Ipanguaçu e São Paulo do Potengi – 112 vagas
  • Mineração – Natal-Central e Parelhas – 116 vagas
  • Multimídia – Natal-Cidade Alta – 72 vagas
  • Programador de Jogos Digitais – Ceará Mirim – 72 vagas
  • Química – Apodi, Macau e Nova Cruz – 148 vagas
  • Recursos Pesqueiros – Macau – 36 vagas
  • Refrigeração e Climatização – Santa Cruz – 36 vagas
  • Têxtil – Caicó – 40 vagas
  • Vestuário – Caicó – 40 vagas

Cursos Técnicos Subsequentes

Curso – Campus – número total de vagas

  • Administração – Lajes – 36 vagas
  • Agropecuária – Apodi – 40 vagas
  • Informática – Parelhas – 40 vagas
  • Mecatrônica – Parnamirim – 40 vagas
  • Meio Ambiente – Ipanguaçu e São Paulo do Potengi – 76 vagas
  • Mineração – Parelhas – 40 vagas
  • Recursos Pesqueiros – Macau – 36 vagas
  • Rede de computadores – Parnamirim – 40 vagas
  • Refrigeração e Climatização – Santa Cruz – 40 vagas

Educação de Jovens e Adultos

  • Agroecologia – Ipanguaçu – 40 vagas
  • Manutenção e Suporte em Informática – Apodi e Santa Cruz – 80 vagas

Rio retoma aulas presenciais nesta terça-feira após paralisação por causa da pandemia

A Secretaria Municipal de Educação (SME) retoma nesta terça-feira (17) as aulas presenciais dos alunos do Rio, após a paralisação por causa da pandemia de Covid-19. O retorno, no entanto, não é obrigatório. Os alunos podem optar por manter o ensino remoto.

Ao todo, serão 61 mil alunos de volta na rotina das escolas, que estudam em 427 unidades e retornarão às aulas presenciais.

Escolas do Rio foram adaptadas para receberem alunos durante pandemia de Covid-19 — Foto: Divulgação/Prefeitura do Rio

Escolas do Rio foram adaptadas para receberem alunos durante pandemia de Covid-19 — Foto: Divulgação/Prefeitura do Rio

A secretária municipal de Educação, Talma Romero Suane, afirmou que o retorno das atividades presenciais era aguardado por grande parte dos responsáveis dos estudantes.

“Muitos pais e responsáveis aguardavam com grande expectativa este momento de retorno às aulas presenciais. Lugar de criança é na escola. E a grandeza de nossa rede corresponde às expectativas dos pais, que querem o melhor para seus filhos, estudando em nossas escolas”, disse Talma.

Rede municipal de ensino retoma as aulas presenciais, mas apenas para 3 categorias — Foto: Reprodução/TV Globo

Rede municipal de ensino retoma as aulas presenciais, mas apenas para 3 categorias — Foto: Reprodução/TV Globo

Ainda de acordo com a pasta, professores, alunos e demais profissionais de Educação que tenham comorbidades não voltarão para as aulas presenciais. Os estudantes poderão ainda optar pela aula de forma remota.

A decisão de retornar aos trabalhos recebeu autorização do Comitê Científico da Prefeitura do Rio. Neste primeiro momento, três categorias de estudantes irão voltar a estudar de forma presencial:

  • Alunos do Ensino Fundamental do 9º ano;
  • Último ano do Programa de Educação de Jovens e Adultos (PEJA); e
  • Carioca 2 (projeto de correção de fluxo).

Segundo a administração, alguns cuidados foram tomados para a volta das atividades:

  • Distribuição de álcool em gel;
  • Uso obrigatório de máscaras;
  • Espaços das unidades foram redimensionados para respeitar o distanciamento; e
  • Protocolos da Vigilância Sanitária foram adotados.
Regras que devem ser cumpridas — Foto: Reprodução/TV Globo

Regras que devem ser cumpridas — Foto: Reprodução/TV Globo

Turmas serão divididas

As aulas presenciais, inicialmente, acontecerão em quatro dias da semana – às segundas, terças, quintas e sextas-feiras. As turmas estarão divididas em grupos A e B para evitar aglomerações.

Serão três horas de aulas por dia, nos turnos da manhã e da tarde para o 9º ano. Na parte da noite, as atividades serão para o PEJA.

Nas quartas-feiras, haverá um reforço na higienização das unidades escolares, que já passam por limpezas regularmente nos demais dias. Máscaras e álcool em gel, entre outros itens de proteção, estarão disponíveis para todos.

Essa semana, por conta do feriado, o esquema será um pouco diferente. As aulas serão nesta terça e na quinta-feira (19). Na quarta-feira (18), por causa da higienização das unidades, e na sexta-feira (20), feriado, não haverá atividades.

Sindicato decide manter greve

O Sindicato dos Profissionais da Educação já se manifestou contrário à volta. Na segunda-feira (16), em uma assembleia virtual, a maioria dos profissionais votou por manter a greve.

“Em defesa da saúde e da vida e contra o retorno da atividades presenciais escolares, com a manutenção das atividades apenas de forma remota”, diz a categoria.

Escola com goteiras em Laranjeiras

Escola pública em Laranjeiras tem goteiras — Foto: Reprodução/TV Globo

Escola pública em Laranjeiras tem goteiras — Foto: Reprodução/TV Globo

Pais de alunos de uma escola municipal em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio, reclamam do estado precário da unidade. Nas imagens encaminhadas pelo grupo, é possível ver goteiras no teto na Escola Municipal Senador Corrêa.

Eles também se queixam do mofo e dizem que já pediram providências, mas nada foi feito.

“Semana passada eu estive na escola para buscar o kit de material da minha filha e fiquei impressionada de como a escola está abandonada, caindo literalmente na cabeça da direção que tem ido trabalhar lá todo dia. Realmente é triste de ver, o prédio lindo, tombado pelo Patrimônio Histórico, se deteriorando, se acabando, no aguardo infinito por obras que nunca acontecem”, disse uma mãe.

“O meu filho não vai entrar lá, enquanto aquela escola não estiver em condições de receber crianças. A escola precisa há tempos de reparos e como está demorando muito ela cada vez cai mais. Nós estamos brigando por isso há quase 3 anos. A escola precisa de reparos urgentes”, falou outra mãe.

O que diz a Secretaria

A Secretaria Municipal de Educação do Rio informou que o prédio da escola é tombado e por isso qualquer intervenção precisa de autorização do Instituto Rio Patrimônio Histórico.

Disse ainda que o instituto aprovou um projeto de recuperação geral do prédio, que está pronto para licitação, mas não deu um prazo para a reforma acontecer.

A Secretaria garante que não existe nenhum risco para o funcionamento da escola.

G1RJ

Novos Caminhos: Instituto Metrópole Digital oferece 9,3 mil vagas para cursos gratuitos em TI

Instituto Metrópole Digital (IMD), na UFRN  — Foto: José Júnior/IMD
Instituto Metrópole Digital (IMD), na UFRN — Foto: José Júnior/IMD

O Instituto Metrópole Digital da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) abriu inscrição para 9,3 mil vagas para a quarta turma de cursos online e gratuitos em Tecnologia da Informação (TI). O projeto ocorre através do Programa Novos Caminhos, do Ministério da Educação.

As oportunidades abrangem três tipos de formação: programação web, programação para dispositivos móveis e desenvolvimento de jogos eletrônicos. As inscrições, que podem ser feitas por meio do site do programa (aqui), seguem abertas até o dia 21 de outubro.

De acordo com o instituto, a seleção acontece mediante sorteio, cujo resultado será divulgado no dia 22. As aulas online estão previstas para começarem no dia 2 de novembro e somam cargas horárias que variam entre 200h a 240h. Todos os formados recebem certificados do programa.

As vagas são distribuídas da seguinte forma: 4,2 mil para o curso de programação web, 2,7 mil para programação de dispositivos móveis e 2,4 mil para as formações em desenvolvimento de jogos eletrônicos.

Novos Caminhos

O Novos Caminhos é uma iniciativa que oferece formação para qualquer pessoa que tenha a qualificação exigida. Com o intuito de promover capacitações frente às novas demandas profissionais do mercado, o programa forma profissionais para o futuro, abrangendo conhecimentos técnicos em diversas áreas.

Além dos cursos do IMD, a UFRN também oferece, pelo Novos Caminhos, formação online na área de aquicultura – piscicultura e produção comercial de peixes ornamentais –, cursos ministrados pela Escola Agrícola de Jundiaí.

G1RN

74 escolas em áreas pobres do Ceará têm notas no Ideb acima da média da rede estadual; conheça algumas experiências

Escola de Educação Profissional Alan Pinho Tabosa, no interior do Ceará, teve nota 5,6 no Ideb 2019, cerca de 1,1 ponto acima da média estadual.  — Foto: José Leomar/SVM
Escola de Educação Profissional Alan Pinho Tabosa, no interior do Ceará, teve nota 5,6 no Ideb 2019, cerca de 1,1 ponto acima da média estadual. — Foto: José Leomar/SVM

Ter um bom desempenho, apesar das adversidades dos contextos sociais. Essa é a realidade de inúmeras escolas públicas do Ceará com alunos cujos níveis socioeconômicos são ‘muito baixo’ ou ‘baixo’, conforme classificação do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Em 2019, 224 escolas públicas tiveram nota no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) igual ou acima de 4,5, meta estabelecida para o Ensino Médio da rede estadual. Destas, 74 são escolas pobres.

O resultado, avaliam profissionais da educação, reflete um processo de evolução da equidade no sistema educacional público no Ceará. Essa melhoria, explicam, dentre outros fatores se deve ao aumento do número de escolas integrais em áreas vulneráveis do Estado, como pequenas cidades do interior, e à ações pedagógicas que garantem chances mais equilibradas aos estudantes de diferentes condições sociais.

O levantamento sobre a quantidade de escola públicas de níveis socioeconômicos baixos com desempenho acima da meta foi feito pelo Instituto Sonho Grande, com base nos resultados do Ideb, e disponibilizado ao G1. Das 74 escolas, 55 são regulares e 19 de tempo integral. Do total, 51 delas são classificadas como de nível socioeconômico “muito baixo” e 23 “baixo”.

A análise considera o indicador criado pelo Inep que classifica os níveis socioeconômicos dos estudantes brasileiros em uma escala que vai de “mais baixo nível” a “alto nível”. Este índice engloba, dentre outras dimensões, a renda familiar, a posse de bens, a contratação de serviços de empregados domésticos pela família dos estudantes e o nível de escolaridade dos pais ou responsáveis.

Ter um bom desempenho, apesar das adversidades dos contextos sociais. Essa é a realidade de inúmeras escolas públicas do Ceará com alunos cujos níveis socioeconômicos são ‘muito baixo’ ou ‘baixo’, conforme classificação do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Em 2019, 224 escolas públicas tiveram nota no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) igual ou acima de 4,5, meta estabelecida para o Ensino Médio da rede estadual. Destas, 74 são escolas pobres.

O resultado, avaliam profissionais da educação, reflete um processo de evolução da equidade no sistema educacional público no Ceará. Essa melhoria, explicam, dentre outros fatores se deve ao aumento do número de escolas integrais em áreas vulneráveis do Estado, como pequenas cidades do interior, e à ações pedagógicas que garantem chances mais equilibradas aos estudantes de diferentes condições sociais.

O levantamento sobre a quantidade de escola públicas de níveis socioeconômicos baixos com desempenho acima da meta foi feito pelo Instituto Sonho Grande, com base nos resultados do Ideb, e disponibilizado ao G1. Das 74 escolas, 55 são regulares e 19 de tempo integral. Do total, 51 delas são classificadas como de nível socioeconômico “muito baixo” e 23 “baixo”.

A análise considera o indicador criado pelo Inep que classifica os níveis socioeconômicos dos estudantes brasileiros em uma escala que vai de “mais baixo nível” a “alto nível”. Este índice engloba, dentre outras dimensões, a renda familiar, a posse de bens, a contratação de serviços de empregados domésticos pela família dos estudantes e o nível de escolaridade dos pais ou responsáveis.

G1CE

Escola da Assembleia e RH promovem pesquisa para elaborar calendário acadêmico de 2021

Em outubro, os servidores do legislativo estadual vão participar da pesquisa de competência construída pela Coordenadoria de Gestão de Pessoas e Escola da Assembleia para identificar as lacunas de competência existentes nos servidores da Assembleia Legislativa do RN. O resultado desse processo irá subsidiar o processo de planejamento do Calendário Acadêmico 2021 da Escola da Assembleia. Essa integração tem como finalidade ofertar cursos, oficinas, graduações, pós-graduações lato sensu e outras atividades que estejam alinhadas às necessidades de capacitação e qualificação do corpo de colaboradores da ALRN.

“O resultado vai nos guiar na elaboração e planejamento do calendário acadêmico de 2021 da Escola da Assembleia. É a nossa principal forma de identificar e gerir perfis profissionais para que a Assembleia tenha mais produtividade e eficiência, nas suas funções”, explicou o coordenador de Gestão de Pessoas, Thyago Cortez.

Os servidores participarão da pesquisa por meio de formulário eletrônico encaminhado por e-mail e/ou WhatsApp e terão uma semana, aproximadamente, para responder. Nesse sentido, os servidores devem apontar quais lacunas observam e desejam que sejam supridas em si.

Ao utilizar o termo “competências”, referimo-nos aos conhecimentos (o que eles sabem), às habilidades, (o que eles sabem fazer) e às atitudes (o que eles são) que os servidores devem dispor para a realização de suas atividades.

Como foi destacado pelo coordenador de Gestão de Pessoas, Thyago Cortez, essa integração tem como finalidade ofertar cursos, oficinas, graduações, pós-graduações lato sensu e outras atividades que estejam alinhados às necessidades de capacitação e qualificação do corpo de colaboradores da ALRN.

Por fim, é importante destacar que reconhecer as lacunas de competência apresenta-se como uma ótima oportunidade para ampliar a eficiência, a eficácia e a efetividade de sua unidade, auxiliando a Instituição a atingir seus objetivos estratégicos.

Investimentos na Educação, em Lagoa Nova, tem resultados surpreendentes e supera meta no IDEB 2019

Em Lagoa Nova, a meta do ensino nos anos iniciais teve grande destaque e o melhor desempenho de todos os tempos no município, ultrapassando mais uma vez as metas projetadas pelo MEC. O nível do 5º ano teve resultado de 5.2, superando o objetivo estabelecido de 4.0. Já nos anos finais (9º ano) a pontuação continua em crescimento, em relação aos anos anteriores, obtendo 3.8.

Os dados são do Ministério da Educação, que recentemente divulgou os resultados e metas do ano de 2019 do IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), que avalia a educação pública do Brasil com notas que variam de 0 a 10 pontos e funciona como um indicador de qualidade para a escola e a rede.

Essa evolução é resultado do crescimento em aplicações de recursos na Educação, que vem sendo priorizada pela gestão do município com investimentos extras somados em R$ 552.960,28 em 2019 e de R$ 1.427927,98 em 2020, que possibilitaram construção, reformas e ampliações de escolas em toda rede municipal de ensino, assim como o aparelhamento de setores e das unidades educacionais.

Ensino fundamental: Ceará tem 4º maior recuo do abandono escolar do País em 10 anos

Mais de 8,2 mil estudantes das redes pública e privada dos anos do fundamental deixaram a escola em 2019 — Foto: Thiago Gadelha

Mais de 8,2 mil estudantes das redes pública e privada dos anos do fundamental deixaram a escola em 2019 — Foto: Thiago Gadelha

O Ceará vem reduzindo de forma gradual a taxa de abandono escolar entre 2010 e 2019 nos ensinos fundamental e médio. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o estado é o quarto do país que mais recuou o índice de abandono no ensino fundamental, com 75% de queda em 10 anos. No ensino médio, a redução neste período foi de 66%, a quinta mais alta do Brasil.

Como demonstra um estudo do Inep, mais de 8,2 mil estudantes (0,7% do total de matrículas) das redes pública e privada dos anos do fundamental deixaram a escola em 2019. Já no ensino médio, a taxa de abandono no ano passado foi de 3,5%, o equivalente a 12,2 mil alunos.

Isso significa que apenas um aluno do ensino fundamental deixou a escola a cada 150 matrículas realizadas. No ensino médio, a cada 100 matrículas feitas, uma média de três estudantes abandonaram os estudos.

Apesar dos resultados satisfatórios, profissionais da educação temem que neste ano a pandemia tenha impactado a boa trajetória dos números. Especialistas ouvidos pelos G1 apontam que a necessidade de trabalhar, mesmo ainda em idade escolar, o histórico de reprovações, a falta de atratividade nas ações da escola e a violência são alguns dos motivos que fazem crianças e adolescentes abandonarem a escola no Ceará.

G1CE

Pais não poderão responsabilizar escolas ou poder público por contaminação por Covid-19 após volta às aulas presenciais em Natal, diz decreto

Prefeitura de Natal autorizou retorno imediato das aulas presenciais na rede privada — Foto: SVM
Prefeitura de Natal autorizou retorno imediato das aulas presenciais na rede privada — Foto: SVM

A Prefeitura de Natal publicou nesta quinta-feira (10) o decreto que autoriza o retorno imediato das aulas presenciais nas escolas privadas da capital. O documento traz as regras e protocolos sanitários que devem ser cumpridos por escolas, pais e alunos. Dentre elas está a assinatura de um “termo de autorização para aulas presenciais” que estabelece que a instituição de ensino ou o Poder Público não poderão ser responsabilizados “por eventual contaminação ou desenvolvimento da Covid-19” nos estudantes.

Pais terão que assinar termo de responsabilidade para que os filhos retornem às aulas presenciais — Foto: Reprodução

Pais terão que assinar termo de responsabilidade para que os filhos retornem às aulas presenciais — Foto: Reprodução

O termo deverá ser assinado pelos pais ou responsáveis por cada aluno que voltar às aulas presenciais. No documento os responsáveis se comprometem ainda a manter o isolamento de todos os que convivem no mesmo núcleo familiar caso haja contaminação de algum membro da família. Nestes casos, a escola deve ser comunicada imediatamente.

O decreto não cita a volta das aulas presenciais na rede pública municipal. Na última terça (8) a governadora Fátima Bezerra anunciou que na rede pública estadual as aulas presenciais só serão retomadas em 2021.

As aulas presenciais estão suspensas em todo o Rio Grande do Norte desde 18 de março por causa da pandemia do coronavírus.

Regras e protocolos

O decreto estabelece que as instituições de ensino devem ofertar o ensino presencial, mas também manter as aulas online para aqueles que optarem por não mandar os filhos. O uso de máscara e a disponibilização de álcool são obrigatórios.

Estudantes e funcionários com suspeita ou confirmação de Covid-19 devem ser afastados imediatamente do ambiente escolar.

A escola deve adotar medidas para aumentar o distanciamento e diminuir o contato pessoal entre alunos e colaboradores, orientando para que se evitem abraços, beijos, apertos de mão e conversações desnecessárias. Deve ser mantida distância mínima de um metro entre os alunos e colaboradores.

A limpeza e desinfecção dos locais de aula e áreas comuns deve ser feita diariamente no intervalo entre turnos. O decreto estabelece que as instituições de ensino devem aumentar a frequência dos procedimentos de limpeza e desinfecção de “cantinas e banheiros, além de pontos de grande contato como mouses e teclados, corrimãos, maçanetas, mesas, cadeiras, etc”.

A orientação é para que as escolas privilegiem a ventilação natural e, quando não for possível, adote medidas para aumentar ao máximo o número de trocas de ar dos recintos, trazendo ar limpo do exterior.

Colaboradores do grupo de risco

O decreto prevê que os colaboradores com 60 anos ou mais ou que pertencem ao grupo de risco da Covid-19 devem permanecer, preferencialmente, em trabalho remoto ou, ainda, em atividade ou local que reduza o contato pessoal com outras pessoas.

Fonte: https://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte

Governadora do RN anuncia que aulas presenciais na rede pública só voltam em 2021

Governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), anunciou que as aulas presenciais nas escolas públicas estaduais só serão retomadas em 2021. — Foto: Reprodução
Governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), anunciou que as aulas presenciais nas escolas públicas estaduais só serão retomadas em 2021. — Foto: Reprodução.

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), afirmou que as aulas presenciais na rede pública do estado só serão retomadas em 2021. A declaração foi dada durante um fórum virtual da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), que aconteceu na manhã desta terça-feira (8).

Ainda segundo a governadora, um novo decreto estadual será editado e publicado nos próximos dias. A decisão é referente à rede pública. Segundo o governo, as escolas privadas seguem com a perspectiva de voltar no dia 5 de outubro.

“Quero aqui nesse momento, na condição de governadora, informar que as atividades presenciais no âmbito na educação do Rio Grande do Norte só serão retomadas no ano de 2021”, afirmou Fátima, no encontro. De acordo com ela, a decisão foi tomada após consulta a entidades e inclusive levando em consideração enquetes e pesquisas locais e nacionais.

“Em 2020, as escolas darão continuidade às atividades não presenciais aplicando um plano de recuperação das aprendizagens com os estudantes concluintes, intensificando aulões, cursinhos, aulas online preparatórias para os exames do IFRN e Enem, por meio televisivo, plataformas digitais, materiais impressos, entre outras”, disse.

As aulas estão suspensas no Rio Grande do Norte desde o dia 18 de março, por causa da pandemia do novo coronavírus. O último decreto sobre o assunto prevê manutenção da suspensão até o próximo dia 18.

Na última quinta-feira (3), o secretário de Educação, Getúlio Marques, anunciou o dia 5 de outubro como data para retorno das aulas em todas as redes de educação do estado, desde que cumpridos os protocolos. No mesmo dia, a governadora Fátima Bezerra (PT) foi às redes sociais declarar que tratava-se de uma previsão de data.

Na manhã desta terça (8), pais, alunos, professores, e donos de escolas particulares participaram de um ato em Natal, pedindo a retomada das aulas presenciais.

Fonte: https://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte

Governo do RN anuncia retorno das aulas presenciais a partir de 5 de outubro

Secretário de Educação do RN, Getúlio Marques, anuncia retorno das aulas presenciais no estado para 5 de outubro — Foto: Reprodução
Secretário de Educação do RN, Getúlio Marques, anuncia retorno das aulas presenciais no estado para 5 de outubro — Foto: Reprodução

O governo do Rio Grande do Norte anunciou que vai liberar retorno das aulas presenciais nas escolas públicas e privadas do estado a partir do dia 5 de outubro, desde que as instituições sigam protocolos de saúde e os municípios estejam com uma situação epidemiológica considerada controlada. A afirmação foi feita pelo secretário de Educação, Getúlio Marques, em entrevista coletiva realizada no início da tarde desta quinta-feira (3) em Natal.

As aulas presenciais estão suspensas desde o dia 18 de março, por causa da pandemia do novo coronavírus. O último decreto editado pelo governo do estado mantinha a suspensão até o próximo dia 18 de setembro. De acordo com o Executivo, o novo decreto e as regras previstas para liberação das aulas devem ser publicados até a próxima semana.

Além do decreto, serão publicadas regras com as condições para o retorno. Os municípios e escolas que estiverem dentro dos parâmetros estabelecidos poderão retomar as aulas e os que ainda precisarem se adequar, não.

“São duas semanas após a data prevista (do fim do decreto atual), para termos a possibilidade de todas as escolas se preparem para este retorno. São escolas públicas e privadas. Sairá esse novo decreto, com essa data, desde que tenham essas condições”, afirmou Getúlio.

Ainda segundo Getúlio, haverá uma reunião na tarde desta quinta-feira, com um comitê setorial que abrange representantes de escolas privadas, públicas estaduais e municipais, para que o governo tenham mais subsídios, além das recomendações do comitê científico, na elaboração do decreto.

De acordo com o secretário de Saúde do RN, Cipriano Maia, seguindo recomendação do comitê científico do estado, o sistema de educação deverá ter um protocolo unificado que siga as diretrizes do plano entregue pelo estado aos pesquisadores. O plano entregue prevê retomada com rodízio de turmas, presença de 30% dos alunos e divide a retomada em quatro fases.

Além de cada escola seguir a série de recomendações, ele afirmou que as secretarias municipais precisarão reforçar a vigilância em saúde no público escolar, passando por professores, estudantes e suas famílias e demais servidores da educação.

Fonte: https://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia

Plano prevê retomada das aulas presenciais com 30% dos alunos e rodízio de turmas no RN

Sala de aula vazia — Foto: Julio Cavalheiro
Sala de aula vazia — Foto: Julio Cavalheiro

Um plano elaborado pela Secretaria Estadual de Educação em parceria com outras 15 entidades prevê volta às aulas no Rio Grande do Norte com cerca de 30% de alunos nas escolas, esquema de rodízio nas turmas e ensino híbrido (presencial e à distância). O documento, que contem diretrizes para a retomada em todas as redes de ensino, foi entregue pelo governo ao comitê científico do estado, que irá avaliá-lo.

Apesar de apresentar as diretrizes que deverão ser adotadas pelas escolas no estado, o documento não aponta uma data para a retomada. A definição do calendário deverá ser feita pelo governo do estado, somente após o parecer favorável do comitê científico. O grupo tem reunião nesta quarta-feira (2).

O documento tem mais de 80 páginas e prevê uma retomada baseada em 4 fases. Veja os principais pontos de cada uma delas:

  • Fase 1: Já em andamento
    – constituição de comitês e comissões para elaboração de Plano de Retomada Gradual
    – diagnóstico das unidade de ensino, com avaliação das condições de pessoal, profissionais e estudantes em grupos de risco, comorbidades, casos de Covid-19 na família; etc.
  • Fase 2: Até 10 dias após a publicação dos Planos de Retomada e protocolos da Fase 1
    – retorno gradual dos servidores, com a organização de estratégias de formação e de capacitação de profissionais da educação
    – acolhimento socioemocional das equipes, com previsão de teletrabalho para profissionais que fazem parte dos grupos de risco.
  • Fase 3: Primeira semana após autorização do Governo do Estado
    – Retorno gradual dos estudantes, com medidas de acolhimento, orientação e a assistência às famílias
  • Fase 4: Planejamento continuado das atividades pedagógicas e construção de estratégias para identificação, acompanhamento e reinserção de estudantes não retornaram à escola

G1RN