Campanha reforça importância do combate ao tráfico de pessoas e ao trabalho análogo à escravidão

Foto da Internet

Brasília (DF) – Com o objetivo de conscientizar a sociedade sobre a importância do combate ao tráfico de pessoas e ao trabalho análogo à escravidão, o Ministério Público do Trabalho (MPT) promove em julho campanha sobre o tema. Ao longo do mês, estão previstas publicações nas redes sociais, veiculação de três vídeos sobre o tema em aeroportos, websérie com debates, reportagens na Rádio MPT, divulgação de spots de rádio em português e espanhol, entre outras iniciativas. As ações fazem parte do Projeto Liberdade no Ar, do MPT, e contam com o apoio de diversas instituições e empresas.

Neste ano, a novidade da campanha é a sua expansão para terminais rodoviários espalhados por todo o país por meio da adesão da Sociedade Nacional de Apoio Rodoviário e Turístico Ltda. (Sinart), que veiculará vídeos de conscientização. A campanha ganhou, ainda, a adesão de empresas do setor aéreo como as concessionárias dos aeroportos internacionais de Fortaleza (Fraport), do Rio de Janeiro (RIOGaleão) e de Campinas (Aeroportos Brasil Viracopos). A Infraero, que fez parte da campanha em 2020, participará novamente neste ano. Também integram a campanha os aeroportos de Congonhas, em São Paulo, Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e de Curitiba.

Entre as ações programadas está a segunda temporada da websérie “Tráfico de Pessoas no Brasil”, realizada pelo Projeto Liberdade no Ar do MPT e pela Associação Brasileira de Defesa da Mulher da Infância e da Juventude (Asbrad). Dividida em 18 episódios com debates e pílulas do conhecimento, a websérie tem início nesta quinta (1º), às 19h (horário de Brasília), e será exibida no canal da Asbrad no Youtube.

Serão abordados diversos enfoques sobre a temática, entre eles: trabalho doméstico; navios de cruzeiro; indústria pornográfica e exploração laboral; repressão ao crime transnacional; atendimento humanizado à pessoa trans; Projeto Mapear da Polícia Rodoviária Federal; o papel do setor financeiro no combate ao crime.

Participarão dos debates, entre outros, a trabalhadora doméstica resgatada em Patos de Minas (MG) Madalena Gordiano; o Frei Xavier Plassat, da Comissão Pastoral da Terra; os delegados da Polícia Federal Julio César Baida Filho e Joziel Brito de Barros; a promotora de Justiça do Ministério Público de Mato Grosso do Sul; a professora e influenciadora digital Daniele Boggione; a procuradora da República Ana Carolina Roman; os representantes da Organização Internacional do Trabalho Thaís Dumêt Faria e Erik Ferraz; o auditor-fiscal do Trabalho Magno Riga; o defensor público João Chaves; o jornalista Roberto Cabrini.

Certificação – Serão concedidos certificados digitais com 2 horas de atividades durante todos os dias de exibição da websérie. Para obter o certificado de participação do dia, as interessadas e os interessados deverão realizar cadastro por meio de QR code disponibilizado no chat do Youtube durante a transmissão ao vivo. Aqueles que receberem, pelo menos, 14 certificados de participação, poderão convertê-los em um certificado único de Curso de Inverno emitido pela Clínica de Trabalho Escravo e Tráfico de Pessoas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Segundo a co-coordenadora da Clínica de Trabalho Escravo e Tráfico de Pessoas da UFMG, Lívia Miraglia, a websérie possui linguagem acessível e tem como público-alvo não só profissionais da área de Direito como também a sociedade em geral. “Esse é um tema de última ordem e uma preocupação enorme da OIT e da ONU tanto no mundo pandêmico como pós-pandêmico. A previsão é que, com a escalada da fome e da miséria, haverá um aumento significativo de trabalho escravo e de tráfico de pessoas e é dever de toda a sociedade lutar contra essas práticas no século 21”, afirmou Lívia Miraglia.

Além da certificação, a clínica foi responsável pelas pílulas do conhecimento presentes na websérie e vai divulgar em um dos episódios o resultado de pesquisa sobre a situação do trabalho escravo nas esferas trabalhista e criminal com base em dados de ações civis públicas ajuizadas pelo MPT e de processos criminais.

De acordo com a presidente da Asbrad, Dalila Figueiredo, “a webserie é uma ótima oportunidade para difundirmos conhecimentos e gerarmos debates com toda a sociedade. Os episódios foram pensados de acordo com as necessidades de compreensão da nossa sociedade”.

A primeira edição da websérie “Tráfico de Pessoas no Brasil” foi realizada em 2020. Ao longo de 20 episódios, a série de debates teve mais de 16 mil visualizações, com média de 200 participantes acompanhando simultaneamente tanto no Brasil como em países como México, Estados Unidos, Uruguai e Argentina.

Para mais informações sobre a iniciativa, acesse a página http://www.asbrad.org.br/webserie/.

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