Archive for janeiro 20th, 2022

Com letalidade baixa de 212 mortes diária, Brasil registra maior número de contágio de Ômicron, 204 mil casos nas últimas 24 horas

Variante ômicron se tornou a prevalente no Brasil e é mais transmissível / EFE/EPA/ATEF SAFADI

Os números expostos na reportagem da Jovem Pan trazem traquilidades a população brasileira, apesar do maior contágio desde a chega da Covid, em 24 horas foram confirmados 204 mil casos. Entretanto, as mortes é de um número bem reduzidos, de apenas 212 em todo o país. O Brasil já registrou mais de 3 mil mortes diárias, por Covid. Isto aponta que estamos no fim da doença como diz a Inglaterra, que a partir da próxima semana acabará com todas as restrições imposta.

Brasil registrou 204.854 novos casos de Covid-19 em 24 horas nesta quarta, 19, o recorde desde o início da pandemia, segundo dados do Consórcio Nacional de Secretarias da Saúde (Conass). Até então, o recorde era de 150 mil casos, registrados em 18 de setembro de 2021, quando dados represados foram registrados de uma vez só após uma falha no sistema. A média móvel de novos casos em sete dias também segue em alta e atingiu outro patamar recorde, 99.974 detecções diárias do coronavírus. Em relação às mortes, foram 338 em 24 horas, um pouco abaixo da terça, 18, que teve 351; na média móvel de sete dias, são 212 óbitos diários. O crescimento do número de infecções é resultado do espalhamento da variante Ômicron, mais transmissível e capaz de escapar da imunidade prévia adquirida com vacinas ou infecções anteriores; por outro lado, ela tende a causar menos mortes, principalmente entre vacinados. No total, o Brasil já detectou 23.416.748 casos de Covid-19 e 621.855 pessoas perderam a vida no país por causa da doença.

Jovem Pan

Assembleia Legislativa chama atenção para energia renovável como fonte de renda para o RN

Crédito da Foto: João Gilberto

A produção de energias renováveis como fonte de renda e de desenvolvimento para o Rio Grande do Norte tem sido debatida na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. Mesmo sendo competência do Governo Federal (De acordo com a Constituição Federal, em seus artigos 21, 22 e 175), os parlamentares tem se dedicado ao fortalecimento do crescimento da matriz energética, notadamente no tocante às energias renováveis, segmento em que o Estado ocupa hoje a primeira posição no Brasil. Uma das preocupações diz respeito as questões relacionadas as possíveis perdas na arrecadação do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) com a venda de energia excedente para outros Estados.

O presidente da Frente Parlamentar de Apoio às Energias Renováveis na Assembleia Legislativa, deputado George Soares (PL) segue cobrando respostas aos questionamentos anteriores. Em documento encaminhado à Secretaria de Tributação do Estado, o parlamentar destaca dados importantes que confirmam as quedas de receita sofridas pelo RN, decorrentes da falha no sistema de repartição de receitas públicas estabelecida pela Constituição Federal.

“Nosso mandato sempre apoiou a produção de energias renováveis como fonte de renda e de desenvolvimento para o Estado. E nós que somos do Nordeste, com muito sol e ventos, somos privilegiados. Somos autossuficientes e temos condições de expandir muito mais. Por isso, criamos a Frente Parlamentar para colaborar nessa área, na Assembleia Legislativa, com apoio de todos os deputados. Apesar de ser uma legislação federal, temos que acompanhar de perto as ações realizadas nesse setor dentro Rio Grande do Norte”, afirma o deputado George.

Tais números foram registrados em um artigo do professor de direito ambiental Rafael Coelho, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e membro do grupo de pesquisa Direito e Regulação dos Recursos Naturais e da Energia, publicado na edição 103 da Revista de Direito Ambiental (julho a setembro de 2021) da editora Revista dos Tribunais, sob o título: “As Modernas Fontes de Energias Renováveis e o Desenvolvimento Regional do Nordeste Brasileiro: a questão das receitas públicas”.

De fato, dados informados pela Secretaria de Tributação mostram os valores anuais da remessa de energia elétrica produzida por usinas geradoras de energia eólica e solar para outros Estados: em 2013 (R$ 985.674,42); 2014 (R$ 21.297.930,79); e 2015 (R$ 70.958.024,81). Já em relação ao ICMS que seria arrecadado pelo Rio grande do Norte caso as operações não fossem imunes, seriam de: R$118.280,92 (2013); R$ 2.555.751,69 (2014); e R$ 8.514.962,98 (2015).

Bacia dos Ventos

De acordo com o Boletim Trimestral da Fonte Eólica, somente no primeiro trimestre de 2021 seis novos parques eólicos entraram em operação, representando um crescimento de 6% na potência instalada do Estado. Também houve incremento de 9% no número de empreendimentos em construção.

Há uma explicação dos especialistas no assunto para o potencial de produção no solo potiguar, que é a localização geográfica do Rio Grande do Norte, que se encontra na “esquina do continente”, no caminho do fenômeno denominado de Bacia dos Ventos. São ventos estabilizados e não rajadas, que sopram na costa do Estado.

Atualmente, o RN conta com 67 parques eólicos, responsáveis pela produção comercial de 1,79 gigawatts de energia. No Brasil apenas 3,5% da energia produzida vem da força dos ventos, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica. De acordo com o Centro de Estratégia em recursos Naturais e Energia (CERNE), o Rio Grande do Norte conta com 156 usinas em operação, 16 em construção e outros 51 projetos contratados.

Os parques empregaram 35 mil pessoas desde a sua instalação e movimentam uma cadeia produtiva vinculada à produção principal em diferentes municípios potiguares. São 193 empreendimentos em operação que geram 5,5 GW, com mais de 20 empresas instaladas no Estado.  O maior número de parques eólicos em funcionamento está no município de Serra do Mel, na região Oeste, representando 12,24%. Em segundo lugar está João Câmara, com 9,86%, e é lá que está a maior concentração de aerogeradores por metro quadrado.

As novas tecnologias de produção de energia estão promovendo uma mudança na paisagem e na economia do Estado. No entanto, a questão da tributação ainda tem muito a ser discutida. “Na minha opinião, deveríamos lutar para as arrecadações serem para o estado-produtor e não para o estado-consumidor. Vamos unir forças junto à nossa bancada federal por essa alteração que há de favorecer muito os municípios potiguares”, assevera o deputado George Soares.

Jovem Pan

Após pedir explicação a Lewandowski, Bolsonaro diz que vacinação infantil não é obrigatória

Jair Bolsonaro conversou com os comentaristas de Os Pingos Nos Is

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que conversou com o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a decisão que determinou que os Ministérios Públicos dos Estados fiscalizem a vacinação de crianças contra a Covid-19. “Quando começaram as notícias de que a vacina seria obrigatória e iriam multar os pais, eu liguei para o ministro Ricardo Lewandowski para buscar um esclarecimento sobre isso daí. Ele esclareceu que a vacina, conforme despacho dele mesmo, não é obrigatória para as crianças. E agora ele confirma que foi uma resposta a uma ação da Rede Sustentabilidade dizendo que nenhum prefeito ou governador pode aplicar nenhuma sanção a pais que não queiram vacinar seus filhos entre 5 a 11 anos de idade”, disse Bolsonaro em entrevista ao programa Os Pingos Nos Is, da Jovem Pan News. 

Em despacho publicado nesta quarta-feira, 19, o magistrado oficiou os Ministérios Públicos para que fiscalizem o cumprimento do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) no âmbito da vacinação. Na decisão, Lewandowski ordenou que os Estados “empreendam as medidas necessárias para o cumprimento do disposto nos referidos preceitos normativos quanto à vacinação de menores contra a Covid-19”. O ministro atendeu a um pedido da Rede Sustentabilidade, que argumentou que o ato do Ministério da Saúde de recomendar a vacinação de crianças “de forma não obrigatória” contraria o ECA. O estatuto considera obrigatória a imunização nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias.

Bolsonaro, no entanto, garantiu que os pais que não quiserem vacinar seus filhos não serão punidos e disse que a imunização infantil não será uma exigência. “A decisão do senhor Ricardo Lewandowski é no seguinte sentido, que a vacina para crianças entre 5 e 11 anos não é obrigatória. Nenhum governador ou prefeito poderá multar os pais que por ventura não queiram que as crianças tomem a vacina ou constrange-los com qualquer outra medida, como, por exemplo, pedir para não se matricular nas escolas”, declarou. “Na conversa que eu tive com ele, o ministro deixou muito claro que não há intenção por parte dele que essa autorização de buscar os pais para aplicar sanções fosse dada a prefeitos e governadores. A decisão de Lewandowski para os 27 MPs do Brasil foi para que eles observem o direito das crianças”, concluiu Bolsonaro. 

Jovem Pan

Caatinga é o tema da nova exposição virtual do Museu Câmara Cascudo

Foto cedida

O Museu Câmara Cascudo (MCC), em parceria com o Departamento de Farmácia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), lança nesta quinta-feira (20), a exposição virtual “Caatinga em Foco: Biodiversidade, Ciência e Preservação”. A ação é resultado de um projeto de extensão coordenado pela Professora titular do Departamento de Farmácia, Raquel Giordani e pela estudante do Doutorado do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas, Letícia Godim e é financiado pelo edital de Museologia e Memória da Pró-reitoria de Extensão (Proex). 

Lançada no dia do farmacêutico, a nova exposição oferece um ambiente virtual onde o visitante poderá conhecer o único bioma exclusivamente brasileiro, a floresta semiárida da Caatinga. Com uma rica biodiversidade, com fauna e flora pouco exploradas pela ciência, o bioma é tema central da exposição, que nos convida a uma jornada de aprendizado e estímulo à preservação, alertando para os riscos da desertificação, desmatamento e a extinção de espécies na região, além de destacar o potencial para as pesquisas de produtos naturais com importância para a saúde humana.

O roteiro virtual também apresenta as ciências envolvidas no estudo da ecologia e da química dos seres vivos, explica o processo de produção de novos medicamentos, além de destacar o papel da ciência e estimular os visitantes a conhecer a trajetória de cientistas brasileiros e estrangeiros. Com fotos, vídeos e textos informativos e dinâmicos, a exposição busca ainda desconstruir mitos sobre o uso de substâncias naturais para os cuidados da saúde. 

A exposição apresenta ainda a Selaginella convoluta, popularmente conhecida como Jericó. É possível acompanhar todas as etapas e processos da pesquisa farmacêutica sobre a planta, além de conhecer as substâncias extraídas dela que podem trazer benefícios à saúde. Você também pode descobrir a razão dessa plantinha ganhar o apelido de “planta da ressurreição”.

Além dos docentes e pesquisadores do projeto, a exposição contou com a participação de especialistas do Museu Câmara Cascudo nas áreas de museologia e educação e o apoio de professores do Departamento de Botânica, Ecologia e Zoologia, além de estudantes e pesquisadores das áreas de Arquitetura e Farmácia. 

A exposição conta com o apoio do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Biodiversidade e Produtos Naturais (INCT BioNat). As visitas virtuais estão disponíveis no site do MCC na internet. O endereço é o www.mcc.ufrn.br. Pelo computador, a recomendação é usar o navegador Google Chrome. Nos dispositivos móveis, ainda é possível baixar um aplicativo para garantir a experiência completa da visitação. 

Para não esquecer
Exposição Caatinga em Foco: Biodiversidade, Ciência e Preservação
Quando: a partir de 20 de janeiro
Onde: www.mcc.ufrn.br