Archive for janeiro 18th, 2022

Terceirizados do Walfredo Gurgel iniciam greve nesta terça-feira (18)

Foto reproduzida

Por meio de nota à população, os terceirizados que prestam serviço no Hospital Walfredo Gurgel anunciaram o início da greve a partir de hoje (18). Eles, que já haviam realizado uma paralisação de advertência ontem, alegam atrasos nos pagamentos dos salários e de benefícios e direitos.

Nota

Em razão do atraso no pagamento dos salários, 13º salário, vale alimentação e vales transportes, os trabalhadores das empresas prestadoras de serviços de mão de obra: JMT, SAFE e PETROGÁS realizaram paralisação de advertência durante 1h no dia de ontem (17/01/2022), na frente do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel- PSCS.

Ainda, pelo mesmo motivo, a categoria deflagrará GREVE por tempo indeterminado a partir da data de hoje (18/01/2022), até o efetivo pagamento dos direitos trabalhistas em atraso.

Ressaltamos que os trabalhadores da categoria são vítimas de constantes atrasos de salários. Diante do descumprimento de compromisso de regularização dos pagamentos assumidos pela SESAP/RN e as empresas, os trabalhadores, junto com o SIPERN, se viram obrigados novamente a convocar e deflagrar GREVE até a regularização e pagamento das verbas em atraso.

Destacamos, por fim, que serão mantidas escalas mínimas de trabalhadores para que sejam mantidos os serviços essenciais, minimizando o máximo possível os impactos à população Potiguar. Ainda que tão logo sejam pagas as verbas salariais em atraso, a greve será encerrada.

Os trabalhadores estão em greve pelo mais básico dos seus direitos, o pagamento pelo trabalho prestado. Sendo este sua única fonte de renda para o sustento de sua família.

Domingos da Silva Ferreira
Diretor Presidente


SINDICATO DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM, TÉCNICOS, DUCHISTAS, MASSAGISTAS E EMPREGADOS EM HOSPITAIS, CASAS DE SAÚDE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE – SIPERN

Rodoviários iniciam greve e somente 30% da frota de ônibus está circulando em Natal

Foto: Reprodução

Os rodoviários iniciaram nesta terça-feira (18) a greve que estava prevista para acontecer na quarta-feira (19). Somente 30% da frota está circulando. A greve é por tempo indeterminado e atinge todas as linhas que circulam na capital.

A categoria reclama de dois anos sem reajuste salarial e cobram, também, retorno do pagamento integral do vale-alimentação. Segundo o Sintro, a integralidade desse valor corresponde a R$ 360 e há dois anos os rodoviários cedem metade dessa quantia, recebendo só R$ 180. Já os empresários garantem que não têm condições de conceder o reajuste.

O Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros do Município do Natal (Seturn) encaminhou um ofício solicitando reunião em caráter de urgência com prefeito de Natal, Álvaro Dias, para definir o dissídio coletivo do setor.

BG

Rio Grande do Norte mantém congelamento do ICMS

Foto: Reprodução

Mesmo com a decisão do Comitê Nacional dos Secretários Estaduais de Fazenda (Comsefaz) de não renovar o congelamento do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) dos combustíveis, que vigorava desde novembro até 31 de janeiro, o Governo do Rio Grande do Norte decidiu prolongar o benefício até o dia 15 de fevereiro, evitando assim que os preços nas bombas disparem ainda mais.

O secretário estadual de Tributação, Carlos Eduardo Xavier, explicou que a cobrança de 29% (2% para o Fundo Estadual de Combate à Pobreza – FECOP – e 27% referente ao ICMS) no Rio Grande do Norte será mantida tendo como referência o valor de R$ 6,62. Atualmente no estado, o litro da gasolina já chega aos R$ 7,19.

Após o dia 15 de fevereiro, segundo o secretário Carlos Eduardo Xavier, a pasta vai reavaliar o cenário para definir se mantém ou suspende o congelamento do tributo. “Independente do valor que a gasolina tivesse, o congelamento manteve R$ 6,62 como valor referência. Na semana passada o Comsefaz deliberou que esse congelamento vai ser encerrado, porém, aqui no estado, manteremos o congelamento até o dia 15 de fevereiro e seguiremos avaliando”, disse o secretário de Tributação.

O congelamento tem o objetivo de colaborar com a manutenção dos preços nos valores vigentes em 1º de novembro de 2021 até 31 de janeiro de 2022. Por diversas vezes ao longo do ano passado, o presidente Jair Bolsonaro atribuiu aos estados parte da culpa pelos aumentos dos combustíveis devido o imposto que incide no valor final.

O governo federal quer que o ICMS seja cobrado como um preço fixo por litro, como ocorre com os tributos federais, mas os governadores consideram o projeto paliativo e defendem a criação de um fundo de estabilização dos preços dos combustíveis, que evitaria repasses ao consumidor e, ao mesmo tempo, bancaria eventuais prejuízos da Petrobras quando o preço internacional do petróleo e o dólar sobem.

O Comsefaz tinha decidido em outubro de 2020 manter o ICMS enquanto a União, a Petrobras, o Congresso Nacional e os estados negociavam uma solução definitiva para amortecer parte do impacto dos reajustes nas refinarias para o consumidor.

Esperava-se uma estabilização no preço da gasolina e do diesel e isso não ocorreu. Segundo o comitê, a decisão pelo descongelamento do tributo foi decidido após a Petrobras elevar o preço dos combustíveis nas refinarias na semana passada. No primeiro reajuste em 77 dias, a gasolina subiu 4,85%, e o diesel aumentou 8,08% nas refinarias.

Por essa razão, o secretário de Tributação do RN ressalta que o congelamento da alíquota do ICMS não impediu que os preços voltassem a subir, desfazendo a idéia de que o valor alto se devia à cobrança do imposto. “Hoje o preço da gasolina já passa de R$ 7 e nós estamos há mais de dois meses tendo R$ 6,72 como referência e vimos que não parou de ter aumento. Isso é prova de que o aumento sucessivo do preço dos combustíveis não se deve ao ICMS. Por isso, vamos manter esse congelamento também como uma forma de continuar mostrando que o ICMS não é responsável pelo reajuste nos preços”, disse ele.

Atualmente, o ICMS é calculado como um percentual do preço final. Isso faz com que o imposto flutue conforme os preços nas bombas, subindo quando a Petrobras reajusta os preços nas refinarias e baixando quando ocorre o contrário.

Desde novembro, quando a variação do ICMS do combustível cessou, o RN deixou de arrecadar cerca de R$ 5 milhões por mês, segundo o secretário. “No momento, com o patamar atual do preço dos combustíveis, estimamos (em perda na arrecadação) algo em torno de 5 milhões por mês”, informou Carlos Eduardo Xavier.

Tribuna do Norte / BG

PDT marca lançamento da pré-candidatura de Ciro e quer Marina como vice

Aliada de Ciro, Marina Silva critica volta do marqueteiro João Santana |  Exame
Marqueteiro do PT foi contratado pelo PDT (Nacho Doce/Reuters)

Carlos Lupi, presidente do PDT, marcou data para o lançamento oficial da pré-candidatura de Ciro Gomes na eleição presidencial de 2022. O evento será na sexta-feira (21). A chapa ainda não está formada, mas pode ter Marina Silva (Rede), que foi elogiada por Lupi em entrevista à Bandnews TV.  

“Temos um diálogo muito bom com a Rede. O Ciro tem uma ótima relação com a Marina Silva. Marina é uma guerreira, mulher de superação. O vice pode ajudar muito. Mas essa parceria com a Marina não depende só de nós. Depende se ela irá aceitar, se ela pensa parecido com o nosso projeto. Em nome pessoal eu digo que o nome da Marina Silva é um excelente nome. Vice ninguém impõe. É um processo de construção”, afirmou Lupi.  

Por enquanto Ciro tem aparecido em 3º ou 4º lugar nas pesquisas eleitorais. Lupi analisou esses resultados com otimismo.

“A gente tem que respeitar as pesquisas, mas a pesquisa é uma fotografia de um determinado momento. Temos que ter muita firmeza de defender um projeto. Acho que o Ciro teve um desempenho muito bom nas últimas eleições. Eu não vejo ninguém dizer que o Ciro é corrupto ou mal caráter”, destacou o presidente do PDT.

Lupi também afirmou que a polarização das eleições é vantagem para o ex-presidente Lula, líder nas pesquisas, e indicou que o foco da candidatura de Ciro será no combate ao desemprego.  

“Nós queremos incentivar a geração de empregos. Criar mecanimos para que os setores possam crescer para gerar empregos”, concluiu.

Band Uol

Lula se reúne com seis ex-ministros da Saúde para debater combate à pandemia da Covid-19

Pesquisa: Lula mantém liderança; Bolsonaro se isola em 2°
Foto: Amanda Perobelli / Reuters

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai se reunir nesta terça-feira, 18, com seis ex-ministros da Saúde e especialistas para discutir o combate à pandemia da Covid-19. Devem participar do encontro Agenor Álvares, Alexandre Padilha, Arthur Chioro, Humberto Costa, José Gomes Temporão e Saraiva Felipe. Lula está construindo os elementos necessários para a disputa nas eleições deste ano. Na semana passada, já participou de encontro com economistas que devem participar do seu programa de governo.

O atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em entrevista exclusiva à Jovem Pan News, elogiou o trabalho feito no combate à pandemia no país e reforçou a importância do Sistema Único de Saúde (SUS) “Esse ex-presidente, quando ele sofreu a primeira derrota, ele criou o ministério paralelo, e nós não sabemos qual é o efeito de ministério paralelo. O governo do Brasil é liderado pelo presidente Jair Bolsonaro, e o ministro da Saúde sou eu. Na época em que eles estiveram à frente do governo, eles fecharam 40 mil leitos hospitalares. Nós, ao contrário, ampliamos em UTI de 23 mil leitos para 42 mil, nós ampliamos o investimento em atenção primária, que saiu R$ 17 bilhões por ano para R$ 25 bilhões por ano”, disse.

O chefe da pasta da Saúde também informou que já foi aberto um processo administrativo para a falha na vacinação na paraíba. No Estado, 48 crianças receberam doses destinadas a adultos. “Pelo menos nos adolescentes, há a ocorrência de uma inflamação no coração, que chama-se miocardite, e precisa ser monitorada. A miocardite afeta mais os adolescentes do sexo masculino, a ocorrência é maior após a aplicação da segunda dose. E estou em diálogo com as autoridades sanitárias para que se faça um monitoramento adequado, porque não é só observar, é preciso examinar essas crianças. Já há um processo administrativo instaurado para apurar as responsabilidades. O Ministério Público Federal também acompanha esses casos e, nesse momento, é apoiar as famílias, sobretudo as mães”, justificou.

Enquanto isso, a Pfizer antecipa terceira entrega de vacinas infantis para o dia 24 de janeiro. Trata-se de 1,8 milhão de doses pediátricas que chegarão com três dias de antecedência, segundo o Ministério da Saúde. “Essas vacinas serão distribuídas para os Estados que, por sua vez, distribuirão para os municípios. Vale lembra a recomendação da Anvisa, tem que ser salas específicas, vacinadores específicos, as crianças têm que ficar em observação por conta de eventuais efeitos colaterais e reações à vacina, que são raros, mas existem. A recomendação da Anvisa deve ser cumprida à risca”, afirmou Queiroga. O ministro ainda confirmou que 30 milhões de doses da Pfizer chegarão até março. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são necessárias 41 milhões de doses para vacinar com 2 doses todas as crianças brasileiras.

Jovem Pan / *Com informações do repórter Fernando Martins

Bolsonaro defende Reforma Trabalhista de Temer e diz que governo acabou com ações do MST

Presidente Jair Bolsonaro / ANTONIO MOLINA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

O presidente Jair Bolsonaro (PL) defendeu a Reforma Trabalhista feita no governo de Michel Temer (MDB). Em entrevista a uma rádio do Espírito Santo, ele afirmou que a reforma não retirou direito dos trabalhadores. “O governo Temer fez uma pequena reforma trabalhista. Não tirou direito de nenhum trabalhador, mente quem fala que a reforma do Temer retirou direitos do trabalhador. Deu impulso no governo Temer essa reforma, tanto é que tivemos um saldo positivo do governo Temer”, afirmou. No mesmo dia, o presidente também defendeu o porte de arma estendido e afirmou que sua gestão neutralizou as ações do Movimento Sem Terra (MST) no país.

A possível alteração ou anulação da Reforma Trabalhista ganhou espaço no discurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que é pré-candidato na disputa ao Palácio do Planalto. Aliados dele defendem que, em caso de vitória eleitoral, o petista deve rever pontos da legislação, aprovada em 2017. O partido dos trabalhadores usa como inspiração o caso da Espanha, que revisou uma reforma feita em 2012 e, que segundo o governo espanhol, teria impulsionado a precarização das condições de trabalho no país.

Ontem, Bolsonaro participou de um evento no Palácio do Planalto para o anúncio do circuito de negócios do agronegócio. Em seu discurso, ele ressaltou o aval à posse de armas em toda a extensão das propriedades rurais, o que, segundo ele, aumentou a segurança no campo. “A arma é um sinônimo de liberdade. Um homem armado jamais será escravizado. Nós estendemos a posse da arma de fogo, que passou a ser porte estendido, com apoio do Congresso Nacional. E o homem do campo passou a poder usar a sua arma, não apenas para defender sua propriedade física, onde ele habitava, mas em toda a sua propriedade. Isso levou mais tranquilidade para vocês”, disse.

Bolsonaro também afirmou que o governo conseguiu acabar com as ações promovidas pelo Movimento Sem Terra (MST) no país. “Todos devem se lembrar que tínhamos algumas dificuldades no passado, por exemplo a atuação do MST. Nós praticamente anulamos as ações do MST tirando dinheiro público que ia para ONGs que financiavam o MST”, alegou. Bolsonaro falou durante de uma iniciativa do Banco do Brasil que prevê investimentos de R$ 1,5 bilhão em fomento aos pequenos produtores rurais.

Jovem Pan / *Com informações da repórter Iasmin Costa

Moro diz que sua candidatura causa medo em Bolsonaro e Lula por romper polarização

Ex-ministro da Justiça e pré-candidato à presidência da República pelo Podemos, Sergio Moro / RENATO S. CERQUEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

O pré-candidato à presidência da República Sergio Moro (Podemos) disse que sua candidatura ao Palácio de Planalto causa medo porque rompe com a polarização entre o atual presidente, Jair Bolsonaro (PL), e o ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em entrevista à rádio A Tarde, da Bahia, Moro negou que vá disputar uma vaga ao Senado Federal nas eleições deste ano e assegurou ser a melhor opção da terceira via. “Não serei candidato ao Senado. Tem muita gente mentindo na cara dura por aí, porque tem medo de uma candidatura minha à presidência, porque ela tem essa capacidade de romper essa polarização”, alegou.

O ex-ministro da Justiça acusou o governo Bolsonaro de ter sabotado o seu trabalho enquanto esteve à frente da pasta. Moro disse ainda que não viu empenho do presidente na luta contra a corrupção. Em entrevista à rádio Cidade, de Natal, Moro afirmou que nunca teve apego ao cargo e que estava lá para exercer as suas funções. “Quando eu percebi que eu não conseguiria isso, porque era sabotado pela pessoa que me convidou, eu sai. Podia estar lá se eu tivesse um apreço ao poder, ao cargo, eu estaria lá até hoje. Eu renunciei porque eu vi que o presidente não tinha interesse na pauta anticorrupção e, se eu permanecesse, eu estaria traindo o compromisso que eu assumi com as pessoas quando eu deixei a toga da magistratura e aceitei o cargo de Ministro da Justiça”, disse. Sergio Moro recusou uma proposta do grupo Prerrogativas, que reúne advogados e profissionais do direito, para participar de um debate com outros ex-ministros da Justiça, do PSDB e PT. A recusa veio à tona após ele dizer que só aceitaria um enfrentamento com Lula.

Jovem Pan

*Com informações do repórter Daniel Lian