Archive for novembro 15th, 2021

Ciro Gomes diz que filiação de Moro ao Podemos é ‘factoide’ e ‘deve desfazer-se’

Sergio Moro e Ciro Gomes são cotados para a disputa pela presidência em 2022. (Fotos: Marcello Casal Jr./Agência Brasil e André Carvalho/CNI) (Crédito: )
Sergio Moro e Ciro Gomes são cotados para a disputa pela presidência em 2022. (Fotos: Marcello Casal Jr./Agência Brasil e André Carvalho/CNI)

Em inauguração de obras no interior do Ceará, o pré-candidato à presidência acompanhou o governador do estado. Ciro Gomes afirmou que uma possível candidatura do ex-juiz vai ‘desfazer-se como fumaça’ e que o povo brasileiro não votaria em Moro. Ciro também disse que, se dependesse dele, não haveria ruptura entre PT e PDT no cenário nacional.

CBN

Debate entre Doria, Eduardo Leite e Virgílio tem troca de acusações e críticas à orçamento secreto

Candidatos das prévias do PSDB
Os três candidatos das prévias do PSDB: Arthur Virgílio, Eduardo Leite e João Doria (da esq. para a dir.) se encontram em debate.| Foto: Divulgação/Assessoria de imprensa PSDB

O debate interno do PSDB, promovido pelo Jornal Estadão, reuniu os governadores de São Paulo, João Doria, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Os tucanos criticaram as chamadas emendas de relator, barradas por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), decisão que quase impactou a votação da PEC dos precatórios. O primeiro foi João Doria: “É uma prática execrável, condenável. Quero registrar aqui que os sete deputados do PSDB de São Paulo votaram contra, votaram a favor do povo brasileiro e contra essa prática execrável, repito, proposta pelo governo Bolsonaro. Os sete parlamentares de São Paulo orgulham São Paulo, orgulham o PSDB, já que o nosso partido, por decisão da sua executiva é um partido de oposição”, disse Doria. Eduardo Leite também subiu o tom e citou o próprio Dória: “Mas João, é até a oportunidade de saber, tem outros deputados que te apoiam na nossa bancada e que votaram a favor da proposta. Você os considera irresponsáveis e inconsequentes?”, questionou Leite.

Em resposta, Doria revidou: “Os três parlamentares do PSDB que você comanda no Rio Grande do Sul votaram com o governo Bolsonaro, aliás vem fazendo isso há vários meses, não é de agora, não é apenas nessa medida. E os três parlamentares que coordenam a sua campanha, respectivamente Aécio Neves, Paulo Abi Ackel e Rodrigo de Castro não só votaram a favor do governo e de Jair Bolsonaro como Rodrigo de Castro orientou os parlamentares para que votassem a favor do governo, a favor desta execrável medida de ruptura do teto de gastos”.

Já o ex-senador Arthur Virgílio criticou o atual momento econômico do país. “Diria que o governo Bolsonaro faz um verdadeiro ataque sistemático ao Plano Real, ele desmonta todas as bases, aos pouquinhos. E eu me decepciono muito com o ministro Guedes nesse campo, eu o admirava muito, já não admiro mais. Ele faz o possível para liquidar com todas as conquistas que o Plano Real proporcionou aos brasileiros. Plantou uma cama enorme para o Lula deitar. Podia ter feito mais reformas e ter feito mais coisas”, disse.

O clima esquentou de vez entre os principais candidatos a presidência da República pelo PSDB quando Eduardo Leite citou o índice de rejeição de João Doria. “É isso que marca a nossa Eduardo. Eu sigo sendo respeitoso a você, mas as minhas decisões são decisões pelo Brasil, para o Brasil e com o Brasil”, comentou Doria.

Leite respondeu: “Não é de forma nenhuma ser desrespeitoso chamar a atenção do nosso partido, que vai ter que decidir quem é que vai ser o seu candidato, que onde você governou, a prefeitura de São Paulo, você perdeu a eleição para governador, e que nesse momento você está com uma rejeição muito alta. João, é isso que está acontecendo. Eu não estou discutindo se é justa ou injusta esta rejeição. Mas ela é um fato e ela dificulta para o PSDB se comunicar com a população numa eleição que já tem dois polos extremos que a gente tem que apresentar uma alternativa de sensatez e de razoabilidade”, afirmou Leite.

O debate entre os tucanos ficou marcado pelas trocas de farpas. No próximo dia 21 de novembro acontecem as prévias tucanas. Dependendo da situação, pode haver até segundo turno para decidir quem vai representar a legenda em 2022. Doria e Leite buscam intensificar reuniões para garantir votos de deputados e senadores, já que esses votos tem peso maior de decisão.

Jovem Pan

PSB quer apoio do PT em estados e vice de Lula para aliança em 2022

Lula durante entrevista coletiva no Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo do Campo -
Lula Alexandre Schneider/Getty Images

Para garantir aliança com o Partido dos Trabalhadores (PT) nas eleições 2022, o Partido Social Brasileiro (PSB), liderado por Carlos Siqueira, tem imposto alguma condições. Dentre elas, o apoio do PT à sigla em eleições estaduais e a posição de vice na chapa que deverá ser encabeçada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Os estados em evidência são São Paulo, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Espírito Santo, Acre e Rio de Janeiro, nos quais o PSB já aponta candidatos para a disputa do Executivo. 

“O que eu disse para o PT? O PT tem que escolher o que ele quer. A Presidência da República? Ótimo, e nós podemos até apoiar, não há problema. Agora, nós precisamos ter, conquistar nossos espaços de poder, espaços significativos”, disse o presidente do PSB ao portal UOL. 

Os maiores entraves para a aliança estão em São Paulo e no Rio Grande do Sul. Na disputa paulista, Siqueira diz que “não há hipótese de retirar a candidatura” do ex-governador Márcio França. “Ele é candidato para valer mesmo”. O PT deverá lançar o ex-prefeito paulista Fernando Haddad na disputa pelo governo paulista. 

No Rio Grande do Sul, O PT antecipou a pré-candidatura ao governo do deputado estadual Edegar Pretto, enquanto o PSB quer a candidatura do ex-deputado federal Beto Albuquerque.

Correios 24 Horas

O PT tem que escolher qual é o objetivo principal deles. Se ele não escolher e colocar vários, nós também temos o direito de pensar em outro caminho. Mas, até agora, tem havido receptividade da direção nacional. 

Em Dubai, Michel Temer ressalta a capacidade de recuperação do Brasil e pede investimento externo

O ex-presidente da República do Brasil Michel Temer (MDB) / Marcos Corrêa/PR

O ex-presidente Michel Temer discursou durante uma missão empresarial da Confederação Nacional da Indústria (CNI) nos Emirados Árabes, da qual participa. Ele começou o discurso falando da grande produção agrícola brasileira, que impulsiona a indústria por estar cada vez mais mecanizada. O ex-presidente mencionou a necessidade de fortalecer as relações internacionais do Brasil, com o objetivo de atrair investimentos.

“Eu sou muito franco em dizer que, nos dias atuais, o Brasil não tem tanto dinheiro para aplicar em infraestrutura. Mas a infraestrutura é fundamental, aplicação em obras, porque gera emprego. A iniciativa privada, por sua vez, no Brasil, teve uma certa queda. Eu sou obrigado dizer isso. Então, é fundamental que nós tenhamos investimentos estrangeiros no nosso país coligados com os investimentos nacionais”, pontuou.

Temer garantiu que o Brasil tem grande capacidade de recuperação e citou dados do período em que esteve na presidência. “Ao assumir o governo da República Federativa do Brasil, nós tínhamos um Produto Interno Bruto (PIB), em maio de 2016, negativo em quase 4%, um ano e três meses depois nós tínhamos um PIB positivo de 1,3%”, ressaltou.

Michel Temer creditou a melhora a reformas promovidas por ele e citou, inclusive, a criação do teto de gastos. “Em face das reformas que fizemos no nosso país, como o teto de gastos, como a reforma trabalhista, uma reforma no Ensino Médio, como a recuperação das estatais, que permitiu, naquele momento, a queda da inflação e a queda dos juros da taxa Selic. E foi num prazo de um ano e três meses que isso aconteceu”. A missão empresarial da qual Temer participada é formada por mais de 300 nomes de lideranças empresariais, que tenta prospectar oportunidades de negócios.

Jovem Pan

‘Os ataques que o Brasil sofre quando se fala em Amazônia não são justos’, afirma Bolsonaro em Dubai

O presidente Jair Bolsonaro discursou em evento em Dubai e destacou riquezas naturais do Brasil; ele alegou que as críticas que o país recebe sobre a preservação da Amazônia são injustas / Foto: Alan Santos/PR

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta segunda-feira, 15, durante a abertura do evento “Invest in Brasil Forum”, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, que “os ataques que o Brasil sofre em relação à Amazônia não são justos”.

Em discurso sobre negócios e as riquezas do país, ele convidou possíveis investidores internacionais a conhecer a região e alegou que, por ser uma floresta úmida, ela não pega fogo.

“Nós queremos que os senhores conheçam o Brasil de fato. Uma viagem, um passeio pela Amazônia é algo fantástico, até para que os senhores vejam que a nossa Amazônia, por ser uma floresta úmida, não pega fogo. Que os senhores vejam realmente o que ela tem. Com toda certeza, uma viagem inesquecível. Além de turismo, conhecer aquilo que seria um paraíso aqui na Terra. A Amazônia é um patrimônio, a Amazônia é brasileira. E vocês, lá, comprovarão isso e trarão, realmente, uma imagem que condiz com a realidade. Os ataques que o Brasil sofre quando se fala em Amazônia não são justos. Lá, mais de 90% daquela área está preservada, está exatamente igual quando foi descoberto no ano de 1500”. Foi discursou Bolsonaro.

A fala do presidente ocorre pouco tempo depois de encerrada a Cúpula do Clima, a COP26, onde o país tentou mostrar que vem atuando fortemente pela preservação da Amazônia. Entretanto, no encerramento da COP26, o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, desconversou sobre os dados mais recentes do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), que apontaram alta recorde de desmatamento na Amazônia no mês de outubro de 2021, o pior em sete anos.

Jovem Pan